
(Homem morto na Praia de Pajuçara, em plena tarde)
Redução de homicídios? Nunca se sonhou tanto em Alagoas...
Comentar sobre a violência que nos deixa como líderes nacionalmente, tornou-se comum em qualquer lugar de Alagoas e sem extinção de idade. De crianças a idosos, todos têm alguma história para relembrar. Não há como as autoridades competentes confeccionarem uma cortina tão grande que consigam esconder por trás a grande quantidade de mortes contabilizada diariamente.
As polícias e o Instituto Médico legal (IML) sabem muito bem disso e a sociedade acompanha atenta e assustadamente. Passamos de 2000 crimes em 2011. De 2007 para cá só houve aumento de violência, foram 10.100 homicídios. O que deu errado? Bom, muitas possibilidades já foram apontadas e posicionamentos externados.
Porém, parece que mais uma forma foi inventada para “reduzir” os números da criminalidade, pelo menos oficialmente. Uma nova ficha confeccionada e distribuída entre os profissionais que trabalham diretamente com a área da segurança pública tem algo intrigante.
Estão na lista vários itens para a descrição da ocorrência e um deles faz arregalar os olhos. Foi especificado lá “lesão grave, seguida de morte”. Ou seja, com esse dado, diferenciado, há a redução em relação ao número de HOMICÍDIOS. Posso ser leiga, mas se o indivíduo é baleado e socorrido, no entanto não resiste ao ferimento antes de chegar à unidade de saúde ou mesmo após o atendimento, não seria contado aí mais um crime violento? Mais um homicídio? Sinceramente, acho.
Bom, muitas pessoas, inclusive policiais, comungam do meu pensamento. E enxergam a nova planilha e o item "lesão grave seguida de morte" como uma baita camuflagem. Mas, podemos pegar o número “oficial” e inserir os das “lesões”. Aí, com certeza, nunca mais perderemos o posto. E, por el, tenho certeza que ninguém briga.
Essa “honra” é somente de Alagoas. 
(Acusada de tráfico morta perto de casa)








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