(João Paulo e Josuel Foto: Dulce Melo)
Os criminosos podiam ter caído do céu, afinal todos são SANTOS. Luiz Paulo dos SANTOS, Josuel Luiz SANTOS Pinheiro, Edvan Santos da Silva, além dos menores E.SANTOS.S e F.SANTOS. Estes são os responsáveis pela crueldade em Murici.
Graças a uma testemunha, o crime que chocou a cidade de Murici nesta quinta-feira já foi totalmente esclarecido. Quatro pessoas foram detidas e confessaram participação. O menor F.S., de 13 anos, o primeiro a ser apreendido no dia da barbárie e que havia negado envolvimento foi, juntamente com um homem identificado como Edvan, o “Vanzinho”, além de João Paulo e Josuel denunciado pelo menor E.S.S., de 15 anos.
(identidade da vítima)
“Uma testemunha nos procurou e disse ter visto o E.S.S., no local e depois com uma faca”, afirma o agente Berenaldo Lessa. Na Delegacia, ainda no dia da crueldade, E.S.S., superou toda a frieza capaz de ser identificada em um ser humano de tão pouca idade. Ele falava com expressão de angústia se solidarizando com os familiares da vítima, José Roberto da Silva, o Tininho. Conversando com ele sobre a quantidade de facadas no corpo, ficou assustado, inquieto e perguntou: “foi tudo isso”? Chegou a clamar o nome de Deus e dizer: “é um monstro quem faz uma coisa dessa”. Não sei por que, mas, sempre desconfiei daquele ‘menino monstro”. Era o que falava muito sempre inconformado com o acontecimento.
Pois bem, foi dele a ideia de decapitar José Roberto. Foi Josuel, o rapaz ousado que provocava os policiais a todo instante e se defendia dizendo que estava na cidade somente há oito dias quem deu a primeira facada. João Paulo, com um terço no pescoço, estava tranquilo, afirmando todo tempo que “a polícia tem de fazer seu papel e ouvir mesmo as pessoas para descobrir quem fez uma barbaridade daquela”.
Todos foram vistos com a vítima no dia da morte. O menor E.S.S estava com uma das mãos com vários cortes e ficou de imediato sob suspeita. Uma das facas encontradas no local estava partida, como se a vítima tivesse tentado tomá-la do agressor. As lesões na mão, afirmou o menor aos policiais, era consequência do trabalho: “estava batendo laje e havia se esquecido de colocar uma das luvas”. Não convenceu.
(A monstruosidade)
De acordo com a polícia, os relatos do menor que acabou entregando os comparsas foi surpreendente. O juiz teria ficado perplexo com o relato da barbárie. E qual o motivo para a monstruosidade? Eis a resposta. José Roberto tinha ido se juntar ao grupo para beber e foi rejeitado. Então, revoltado, teria batido no rosto do menor e, em seguida, saído correndo. E.S.S para interceptá-lo arremessou um paralelepípedo nas costas e, quando este caiu, Josuel – que já assumiu ser traficante na Vila Betel, em Rio Largo - puxou a faca e deu o primeiro golpe, sendo auxiliado por E.S.S., Vanzinho e João Paulo. O outro menor, F.S., de 13 anos, pegou a pedra e, paralelamente, ficou batendo na cabeça de José Roberto.
Relembremos. Foram 14 facadas nas costas. O mais cruel disso tudo foi o depoimento de E.S.S - cuja aparência parece de anjo, loiro, bochechas roseadas – quanto à ideia de arrancar a cabeça da vítima. E qual a razão para arrancarem a cabeça? Perguntou o juiz Oldemberg Paranhos. E ele disse: “eu me inspirei no filme sexta-feira treze e os outros concordaram”.
Foi ele, o menino com carinha de anjo, quem fincou a cabeça de José Roberto na estaca. E o pior, estava tranquilamente olhando para seu José, de 65 anos, pai da vítima, arrasado, com o semblante de uma dor infinita, tentando consolá-lo, jurando inocência.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








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