Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Alguns delegados e suas viagens cósmicas

Sentar-se numa cadeira de delegado pressupõe-se que seja por competência. É a lógica. O papel do delegado ou delegada, que eu saiba, é o de receber as informações, denúncias, investigar a fundo para poder se pronunciar corretamente sem causar transtornos às pessoas que colocam como suspeitos. Exceção à regra quando já se tem um histórico do camarada com respaldo suficiente para afirmar que realmente ele é o TRAFICANTE, o ASSALTANTE, o ASSASSINO, SEQUESTRADOR.

Sempre acompanhei diversas operações, dei plantões em delegacias, nunca hesitei em sair de casa de madrugada para registrar ocorrências, enfim, gosto do que faço e sempre procurei fazer com RESPONSABILIDADE. É o que todo mundo deveria fazer em todas as profissões. Não se pode querer crescer, aparecer no calor da emoção, relatando irresponsavelmente o que não foi apurado ainda. Principalmente quando o assunto é muito sério e pode desencadear em situações que comprometam pessoas INOCENTES.O que não é descartado.

Tenho muitos amigos delegados, incluindo as mulheres. Confesso que os respeito e sou convicta do trabalho árduo que têm num estado líder em violência. Mas, alguns em determinados momentos exageram no que diz respeito aos relatos dos fatos. Colocar o carro à frente dos bois, no calor da emoção, para dar Ibope, não é viável e pode ter consequências.

É necessário que tenha convicção mesmo do que foi feito, encontrado para repassar a informação de forma precisa. Não adianta querer crescer e demonstrar que foi altamente eficaz se depois alguma coisa citada for comprovadamente um equívoco. Não fica bem.Outra, é preciso parar e ouvir. Como você tem um caso e sequer ouve a versão da parte envolvida? Isso foge aos direitos. Mas, tem deles que não ouvem sequer os policiais.

Tiro o chapéu para os grandes resultados que subtraem da sociedade qualquer tipo de criminoso (pobre ou do colarinho branco). Azar o deles. Nessa hora são todos iguais e não importa se é o traficante do Virgem dos Pobres III ou o empresário do Aldebaran, o político etc.

O foco é ter cautela, ao menos respirar fundo para falar compassadamente a respeito do assunto e não se perder no contexto. Melhor assim do que ocorrer uma reviravolta e ser desmentido (a).

A quem a carapuça caiba.Aos demais parabéns pelo êxito pautado na responsabilidade.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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