Era um evento para premiar personalidades que se destacaram de alguma contribuindo com a sociedade alagoana. Tive o prazer de comandar o cerimonial no Teatro Deodoro a som encantador da banda de música do 59º Batalhão de Infantaria Motorizado e o belo coral do Tribunal de Justiça.
E por falar nele, eis que sobe ao palco, como uma entre os homenageados, a desembargadora Elizabeth Carvalho que decidiu falar e me deixou comovida tal qual toda a plateia. Dizendo-se lisonjeada pela escolha, lembrou a meritíssima a triste realidade de Alagoas.
“O momento é de festa, mas não há muito o comemorar fora daqui. Somos o estado mais violento do Brasil e todos os dias nos deparamos com notícias que entristecem. O governador quando percebeu a gravidade pediu socorro a União que enviou a Força Nacional. O problema não foi resolvido, tampouco a tropa federal pode permanecer para sempre em Alagoas”.
E continuou lembrando a condição da Polícia Militar. “Temos hoje cinco mil policiais, enquanto precisamos de doze mil e o governador oferece um concurso com mil vagas. Isso é inaceitável.. Com todo respeito que tenho pela pessoa do governador, mas não dá para calar diante desse caos. Então hoje não posso deixar de dizer em tom de desabafo acorda governador”.
AS últimas palavras da desembargadora com tom de indignação sensibilizaram autoridades (deputado, vereadores, advogados, oficiais, militares, desembargadores, assessores) jornalistas, empresários e representantes de vários segmentos da sociedade alagoana. Ela fez a plateia toda ficar de pé , arrancou fortes aplausos e assobios ao final do discurso quando emocionada mandou o seu recado a Téo Vilela:
A impressão foi a de que cada um ali se viu naquele momento a desembargadora Elizabeth Carvalho.








Louve-se à lúcida manifestação coerente, real, verdadeira e atualíssima de nossa ilustre magistrada, mulher alagoana antenada na realidade cruel porque passamos todos os alagoanos!
ResponderExcluirParabéns Desembargadora, e mais ainda a jornalista que cobriu e registrou o evento!