Acordei por volta das 3h30, assustada. Meu filho ligou para avisar que um policial queria falar comigo com a maior urgência porque tinham matado um companheiro seu de farda. Pedi-lhe o número, retornei, era verdade. Do outro lado, meu amigo soldado chorava a morte do colega de trabalho, o cabo Paulo Sérgio, da 4ª Cia Independente de Atalaia, assassinado brutalmente no Posto Petrobras, da Chã do Pilar, no início da madrugada desta segunda-feira (04).
Além de ser mais um cidadão vítima da violência, contabilizamos agora mais um policial executado em Alagoas. E por que será que o cabo fazia “bico”? Evidentemente o mísero salário não era o suficiente para manter a família.
Em luta com os criminosos, o militar ainda teria conseguido tomar um revólver. Era guerreiro mesmo, morreu lutando. Ah! E não foi assalto. Pode ter sido ele vítima de alguém que já prendeu? É uma hipótese. Pelas imagens registradas, dois homens teriam chegado a pé, atirado no militar e fugido. Provavelmente, receberam apoio para a fuga.
A lista:
Sargento Cícero Soares de Melo (C. Soares) do BPEsc morto enquanto fazia bico;
Sargento Jorge Carlos Pereira Rodrigues (da reserva) assassinado após deixar uma agência bancária
Tenente Manoel Cavalcante da Silva (reserva) assassinado dentro de um ônibus
Soldado Valter Sá, do 10º Batalhão, assassinado dentro de um ônibus
Soldado Rochael Dantas (outro quase morto) foi baleado em troca de tiros com assaltantes na semana passada, dentro de um micro-ônibus. Feriu dois bandidos, mas ainda corre o risco de ser punido pela ação.
Às autoridades militares, manifestem-se. Aos amigos praças, também aos familiares, meus pêsames.








Espero que 'bico' não tenha o mesmo significado no Brasil que em Portugal....
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