“A política aíndia é ingual. Vamos mudar”. A frase foi confeccionada com a junção de palavras pronunciadas por alguns dos nossos queridos candidatos a vereador. De um conteúdo incrível, de um vocabulário mais do que plausível percebemos ao longo do Guia eleitoral que estamos cheios de opções para colocar na Câmara Municipal.
Tudo começa, de fato, com os nomes escolhidos para o eleitor assimilar. Daí por diante, a desenvoltura durante os milésimos de segundos aos quais a maioria tem direito e que ser velocista para conseguir se expressar perante as câmeras. O problema é esse. Tem gente que leva o tempo quase todo para se apresentar e não tem a mínima condição de falar apressadamente. Pobres múmias. Ou seja, não é desenrolado, melhor dizendo alfabetizado o suficiente para ler o texto sem complicações.
Tenho acompanhado em vários locais pessoas se concentrando nos horários eleitorais como se estivessem em um teatro, apreciando um show de humor. Sem desmerecer os artistas. Confesso, é realmente de provocar gargalhadas a situação. Pior ainda é ser nítido o carecimento do SENSO. Isso pode ser notado na sequência de “projetos” apresentados.
Entre distribuir preservativos para velhinhos em abrigos, acabar com os tarados, e tratar todo mundo por “ingual” só nos resta gritar: socorro, Deus!
E o Tribunal Regional Eleitoral (TRE) não tem critérios para permitir a candidatura ¿ Temos obrigação de assistir realmente isso¿ É, mas pensando direitinho, melhor deixar. Rimos muito, sem pagar nada.








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