Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

quarta-feira, 24 de outubro de 2012





Deparei-me bem no início da manhã desta terça-feira ,23, com um cenário diferente na Central de Polícia, em Maceió, e não foi, obviamente, porque vi muitos policiais civis no local. Mas, pelo barulho enorme, conversas paralelas, em tom alto, com ar de revolta. Eles comentavam a matéria publicada que relatava a ação da Força Nacional (FN) contra um colega de profissão.


O repúdio foi possível notar ainda do lado de fora com cópia da matéria afixada na porta de vidro. Como se não bastasse, o texto foi espalhado nas paredes e cópias distribuídas entre a categoria. Nas conversas, as frases eram bem parecidas: “eles não podem nos humilhar, vamos exigir providências, vamos nos mobilizar”. Ou, “eles estão pensando que nós somos submissos e precisamos exigir respeito”, “temos de emitir nota de repúdio”, “não podemos deixa que isso continue”.


Os ânimos estavam exaltados, confesso. Em seguida, liguei para o delegado-geral, Paulo Cerqueira, para obter informações detalhadas sobre o problema. Disse ele: “as providências foram tomadas e vamos mandar o caso para a Polícia Federal”. Pensei,, como assim? Se a tropa é formada por militares, não cometeu crime federal, está sob ordens da Secretaria de Defesa Social e também da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), onde entra a FN?
Explicou o delegado-geral que é uma tropa da União, logo...Agora vamos para a Seds.

Um oficial da assessoria assegurou não ser competência da Polícia Federal o caso e sim da Seasp, o que foi reforçado pelo coordenador local da FN.
Bom, vai pra lá, vem praça. Sei que a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve se envolver na questão e afirma a vítima que fará representação no Ministério Público. Até que decidam quem é quem. O bom mesmo é que as coisas se ajustem.



Ou, da Força Nacional, não aprendeu que quando chegamos à casa dos outros temos de pedir licença, dizer bom dia, boa tarde, boa noite, tratar com cordialidade, respeitar os donos? Pois é, quem esquece o que papai e mamãe ensinaram cai na esparrela.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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