As manchetes em quase todos os portais de notícias, nesta quarta-feira (10), afirmavam que as polícias Civil e Militar haviam feito a prisão de mais "dois acusados” na morte de Bárbara Regina, a jovem que sumiu após deixar boate Le Hotel, na Pajuçara, no início da madrugada de 1º de setembro passado. Essa informação pode ter sido o peso para os acessos durante o dia. No entanto, a própria Polícia Civil afirmou não ter convicção de que os homens teriam relação com o sumiço e morte da jovem.
Um deles, conhecido como Vatinho, preso em Murici, primo de Otávio que seria o homem que “estrangulou e apunhalou a vítima”, foi levado para a delegacia porque estava com uma arma. Apenas isso. O fato de ele ser primo do suposto autor material não significa que ele seja conivente, tenha participação no crime.
Tenho medo que ocorra com o Caso Bárbara o mesmo que ocorreu com o Caso Fábio Acioli. Muitos presos, suspeitos e, por fim, depois de tantos ‘auês’, reconstituição cinematográfica à beira da praia, uns foram liberados e apenas dois irão a júri popular, segundo determinação da Justiça. Porque até o servidor Cícero Rafael exposto nos jornais e ao público na reconstituição como o homem que estaria no coqueiral com a vítima, não conseguiram provas contundentes contra ele.
Agora, a pergunta: por que escrever, divulgar que prenderam “acusados” ou até mesmo “suspeitos” da morte de Bárbara se a própria polícia não assegura isso? Pelo que me consta, a prisão foi por porte ilegal de arma. Simplesmente o cara estava na fazenda do pai quando a polícia foi cumprir mandado, na tentativa de localizar o suposto criminoso que é seu primo. Afinal, houve a informação de que estaria por lá. Vatinho simplesmente foi azarado, pego sem tempo de esconder a arma.No popular, 'ferrou-se'.
Lógico que ele infringiu a lei e a polícia o encontrou com uma arma. Mas, isso não lhe coloca nas costas a responsabilidade de ser comparsa do primo Otávio.
Agora, se o suspeito fosse encontrado lá, a história tomaria outro rumo. Não quero defender ninguém, apenas comentar sobre as responsabilidades colocadas nas costas das pessoas sem existir a convicção ou porque é adepto do sensacionalismo.
“Ele não é do mal, que eu saiba, nem a família. Muito louca essa história, tá todo mundo de susto”, eis a fala de um morador de Murici que conhece o rapaz há muito tempo. Vatinho, como é conhecido, era dono do “Espaço vida saudável Herbalife”, em Murici. Bom, eu não o conheço e não coloco minha mão no fogo por ninguém. Mas, a própria polícia disse que não confirmava o envolvimento dos detidos na morte de Bárbara.
Então, vamos escrever e divulgar como afirma a polícia?
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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