Não vamos criticar aqui a determinação da secretária nacional de segurança pública, Regina Miki que mandou um delegado da Força Nacional bem como uma guarnição de polícia judiciária investigar as ameaças partidas de traficantes contra os professores da Escola Estadual Geraldo Melo, no Graciliano Ramos. De forma alguma. Aliás, a secretária mais parece o governo do Estado, afinal todas as determinações, ultimamente, no tocante à segurança de Alagoas, partem dela.
Agora, analisando a gravidade do problema, o momento não é, na minha concepção, de pura investigação. Há vidas em risco e é necessário que policiais ostensivos sejam colocados permanentemente no estabelecimento de ensino como medida de precaução e, evidentemente, de evitar uma tragédia.
A investigação é uma ótima ideia, necessária, indispensável e, convenhamos, a iniciativa não precisaria necessariamente ser da secretária nacional de segurança pública, se o problema é nosso e temos um secretário de defesa social. Concordam¿
Fui verificar se havia entendido errado, mas constatei que não. Vejam parte do release enviado pela assessoria da Secretaria Estadual de Educação: “A Força Nacional ajudará nas investigações na escola estadual Geraldo Melo, no Graciliano Ramos, com o envio na próxima semana de um delegado designado para auxiliar nos casos”. Sim, e daí¿
Vale ressaltar que a urgência pede PROTEÇÃO. Enquanto o delegado e a guarnição da polícia judiciária da Força Nacional investigam, lá na frente pode ocorrer morte. São nove professores ameaçados.
Os professores, ameaçados, entendem a situação como omissão do Governo do Estado. Vejam também o depoimento de um deles. “O que acontece hoje na escola é reflexo da permissividade do Estado”. É horrível de se ouvir tal comentário.
Mais intrigante ainda, já que o processo requer um envolvimento e ações rápidas dos órgãos competentes do Estado é o posicionamento da Secretaria de Educação. Fazer diagnóstico de que ainda se tudo já foi explicitado¿ Temos o fato, os autores, as vítimas, o local. No entanto, eis o que fala a SEE: “ficou determinado a realização de um diagnóstico para identificar a quem cabe cada uma das responsabilidades referentes à escola Geraldo Melo”. Mas, como afirmou a diretora, nem o pedido para aumentar o muro da escola foi atendido, vamos nos impressionar com mais alguma coisa?
Gente, isso não é brincadeira. Que se faça um diagnóstico e mande a polícia judiciária da Força Nacional, mas que paralelamente sejam tomadas providências cabíveis com ações mais rigorosas que possam garantir a vida dos professores ameaçados.
Aliás, nesse caso, não sei se tornar pública a investigação ajudou ou piorou a situação das pessoas que foram colocadas como alvos dos traficantes. Afinal, ninguém sabe ainda quem são os traficantes e a reação ao saberem da notícia.Lá dentro da escola existem os intermediários, os alunos envolvidos com o tráfico e que estarão de prontidão como olheiros.
Queira Deus que nada de mal aconteça aos professores.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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