Ainda bem que Caco Barcellos é um homem altamente qualificado, competente e certamente não se deixará enganar pela pirotecnia que, provavelmente, possa ocorrer, como sempre, ao sentirem que tem alguma autoridade do governo federal em Maceió.
É, senhor Caco, se por acaso encontrar pelas ruas, a pé, ou nos locais de homicídios praças ou delegados da Força Nacional, os famosos boinas vermelhas, não anote, por favor, que em Alagoas o sistema funciona. É pura maquiagem. A música criada pelo Governo do Estado sobre a redução do índice de violência, até Regina Miki, secretária nacional de segurança pública, já aprendeu a letra. E o medo maior é esse. Eles preparam o que querem para quem chega ouvir e ler.
Seria bom que o conceituado repórter da Rede Globo, de quem sou fã, menos um pouco do que minha amiga Gabriela Moreira, que também é jornalista, tivesse acesso ao método utilizado para incutir na cabeça dos alagoanos, principalmente dos maceioenses, que os assassinatos caíram pela metade. Desculpem, isso foi uma semana após a implantação do Plano Nacional Brasil Mais Seguro-Alagoas. De lá (maio), para cá, pelas contas da Secretaria de Defesa Social (Seds) já deve ter zerado. Embora os nossos registros apontem 150 mortes violentas em julho e mais 162 em agosto.
Tem uma planilha, senhor repórter, com itens interessantes, o qual o senhor poderia ver um jeito de ter acesso. Em Alagoas, e somente aqui, homicídio é algo bem diferenciado. Não sei se o senhor sabe, para a Seds, agora, homicídio é exclusivamente se a vítima morrer lá , na hora. Se for atingida em frente de casa, socorrida, e morrer na esquina, é LESÂO GRAVE SEGUIDA DE MORTE. Viu aí onde está a redução, não é¿
Queira Deus que Barcellos leve para a Globo e possamos assistir na próxima terça-feira, no Profissão Repórter, a verdadeira verdade sobre a violência em nosso estado. Estamos cansados das pinceladas dadas para encobrir algo muito sério. Com as divulgações e propagandas enganosas, há mães ficando despreocupadas achando que os filhos agora estão seguros, parte da sociedade fazendo apostas no irreal.
Por favor, senhor Caco, pegue tudo bem direitinho e não absorva os dados que o povo do governo repassar. Eles são craques em contar piadas.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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