Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Teo tentou, tentou até que conseguiu uns milhõezinhos a mais

Corre menino, chega aqui no cantinho, discretamente, que o tempo é curto. Parece que assim foi tratada, na tarde dessa quinta-feira (08) a aprovação do empréstimo de US$ 250 milhões de dólares que o governador Teotonio Vilela Filho tanto queria. Um intervalo, cochichos a parte e o martelo batido após meia horinha de recesso. Cale a boca oposição. Enxergue-se. Como é que pode ser desaprovado um desejo do chefe do Executivo  se dois terços da bancada da Casa de Tavares Bastos são seus pupilos?

O detalhe é que fica no ar o destino do recurso, já que o assunto sequer passou pela comissão de orçamento, deixando de orelhas em pé os ‘quatro’ mosqueteiros: Judson Cabral (PT), Isnaldo Bulhões (PDT), Flávia Cavalcante e Olavo Calheiros (PMDB) que tentam salvar a humanidade, nesse caso todos nós. Embora a patota governista afirme veementemente que o dinheiro será aplicado em recuperação de órgãos públicos estaduais, Quais?

Afinal de contas não ‘já estão’ concluindo a reforma das escolas para que seja iniciado o ano letivo de 2012? A saúde não está bem com hospitais totalmente equipados e as universidades estaduais com infraestrutura de primeiro mundo? Bom, não é a justificativa que enraivece, mas,  a convicção de que nada será feito, porque já estamos acostumados a ver o governador transformando a sociedade em débil e os seus servidores públicos em romeiros. Haja penitência.

Pensemos direitinho. Para que foi mesmo essa urgência? Quem sabe não foi para atender  às reivindicações dos servidores da Educação.  Na torcida, Célia Capistrano. Piada de mal gosto.

Esperteza de Vilela? Assim é considerado o ato. O empréstimo garantido de forma irresponsável, a toque de caixa,  quando o estado já tem uma dívida de mais de R$ 7 bilhões é para inquietar. Podemos perguntar ao bom velhinho se a sua chegada está na lista dos investimentos, é uma boa opção.

Judson esbravejou, chamou Vilela de imprudente, acho uma calúnia por sinal, e sei que os senhores concordam, afirmou que as obras citadas para garantir a quantia irrisória de R$ 500 milhões – trocamos em nossa moeda – são desnecessárias. Olavo continuou o discurso e lembrou que a dívida ficará para a próxima gestão porque ficou com carência de 24 meses, e  Isnaldinho taxou a ação como “manobra do governo”, lembrando que se votassem favoravelmente, estariam aprovando um recurso cujo destino era, conforme o parlamentar pedetista, desconhecido, de fato. Mas não adiantou nada. Os coleguinhas da ALE usam ‘ponto’ no ouvido controlado por  uma voz tucana. Sim senhor, sim senhor, sim senhor. Estas são as respostas também programadas.

E aí parte de lá um dos ‘advogados’ de Vilela, o deputado Edival Gaia, que como bom moço e ar de psicólogo tenta convencer que Alagoas precisa de recursos sim, porque a crise está aqui (e eu jurava que não) e nenhuma oportunidade deve ser desperdiçada.

Senhor governador, tenho aqui sugestões para a aplicação do dinheiro:

1-      Concluir o realinhamento da Polícia Militar que o senhor parou no reajuste para soldado e não mais falou no assunto;
2-      Deixar um pouco do dinheiro para garantir o reajuste salarial prometido, de 27%, para os policiais civis;
3-      Guardar um pouquinho também para cumprir o prometido junto aos servidores da Perícia Oficial e da Educação;
4-      Comprar alguns equipamentos para  o Hospital Geral do Estado;


E um pedido: por favor, governador, secretários, povo do judiciário, da Fazenda, já garantiram seus perus, não precisa lembrar deles.

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Allan Yuri Souza

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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