O Decreto da presidente Dilma Rousseff aflorou os ânimos dos médicos em todo o Brasil. Eles repudiam a contratação de médicos estrangeiros como ‘salvadores’ da Saúde brasileira. Para a categoria, o que na verdade ela quer é usar a ação como suporte político desmerecendo os profissionais locais.
A ideia gerou a maior polêmica e fez os médicos brasileiros, bem como acadêmicos, se unirem em protesto por todo país. Conselhos, sindicatos receberam apoio da sociedade civil que sempre está em desvantagem com a carência tão notada no quesito assistência. No entanto, entendem os médicos brasileiros, o que a presidente está fazendo é uma afronta. Não caberia a contratação de estrangeiros , mas investimentos necessários para que o quadro seja definitivamente revertido.
Os ‘forasteiros’ da Saúde ficam no Brasil, conforme o decreto, por período ainda a ser avaliado, mas isso não importa, foi recebida a notícia com muita intolerância. É o mesmo que chamar os médicos daqui de incompetentes ou burros mesmo, para eles. Em Alagoas a categoria, por unanimidade, aderiu ao movimento nacional e decidiu ir às ruas. Os representantes da Saúde ,em reunião, na quinta-feira (22) optaram por chamar a atenção da população para o que chamam de absurdo vestindo branco e saindo em marcha na Orla Marítima. Paralelamente, em todos os estados aconteceu a mesma decisão.
O decreto será assinado no mês que vem e todos os gastos com os estrangeiros ficará com o Ministério da Saúde. Eles atuarão nas cidades do interior. A justificativa é a de que ‘está muito difícil contratar médicos para trabalhar no interior do Brasil’.
O Nordeste ficará com o maior número de profissionais , no total quase 2.500. Além de invadir o nosso território, como afirmam os médicos brasileiros, os estrangeiros terão o benefício de uma pós-graduação gratuita e também um salário de R$ 8 mil. Isso reduzirá, conforme a presidente, os gastos dos prefeitos que pagam, conforme dados do Ministério da Saúde, o valor variável de R$ 20 a R$ 25 mil/mês para um médico atuar em sua cidade.
Bom, em Alagoas é meio complicado falar nesse valor considerado alto para a nossa realidade, ainda mais em se falando do profissional da Saúde. Temos informação de médicos que recebem até R$ 10 mil no interior. O problema é que a área da Saúde vai de mal a pior por aí a fora. E os profissionais afirmam que a atitude de Rousseff pode ser considerada uma grande desvalorização para quem já fala nela há tempo.
Devem aterrissar no Brasil médicos portugueses e espanhóis, em sua maioria. A crise europeia que promove desestabilidade é a maior contribuinte para a demanda. À base de castanholas, ou não, a reprovação por aqui já é em 100% pelos médicos e também acadêmicos brasileiros. Na verdade que conhecimento sobre a nossa realidade, nosso povo, têm os visitantes? Não estamos em guerra, ainda, para pedir socorro tão distante. Seria bem diferente, evidentemente, se os ‘de fora’ fossem voluntários. Mas, não são.
E aí, eis a questão. Não se remunera bem os daqui e fica mais viável dar uma esmola a quem, no momento, está ‘matando cachorro a grito’ lá fora.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








0 opiniões:
Postar um comentário