Antigamente não havia a necessidade de se colocar nome nas operações. Elas aconteciam e pronto, víamos os resultados. Mas, já que decidiram nomeá-las bem que poderiam ser mais criativos na hora de organizar as ações e também os ‘shows’ que servem para gravações de propagandas do Governo do Estado.
As mais recentes, ‘Saturação’ e ‘Mar Azul’ tiveram nomes muito óbvios. Se a polícia vai fazer incursão em várias áreas e, logicamente, o objetivo é combater crimes, cercar espaços ela está saturando os locais; se a operação é na orla e o mar já é azul, poderiam ao menos optar por Operação Brisa, Operação Jangada ou qualquer outra coisa.
E como será chamada, então, a operação na região dos bares e restaurantes¿ Operação “”Coma bem”¿ Na orla lagunar, por exemplo, qual será o nome¿ Sururu de Capote ninguém aguenta mais. Bom, vejamos: Operação Miséria, Operação Uçá, Operação Mangue¿ No Jacintinho: 'Operação Macaxeira' por causa da famosa feira? ‘Operação Escadaria’ por causa das grotas? Operação Feira Livre, ‘Operação Muamba’ pelo comércio informal?
A ação na região de Coruripe, há cinco dias, recebeu o nome de “Estaleiro”, uma homenagem ao embrião que está demorando a crescer e nascer, de fato. A gestação foi programada, mas, o parto depende do Ibama. Pensando direitinho essa até que deu para entender. Aproveitaram o ensejo para a população refrescar a memória com o nome.
Tinha um coronel, não vou revelar nome, mas que por muito tempo carregou consigo um nome de operação. Por onde andava, tudo que desencadeava era Operação Limpeza Total. E depois, na sequência, vinha a I, II e III. Nesse caso, bom era lembrar a propaganda da Ageal e, consequentemente, o grande Marcial Lima, nome forte da Cultura alagoana.
Enfim, alguns nomes até se salvam. Mas, nalgumas situações, deveriam chamar Operação Pirotecnia e copiar o coronel: Pirotecnia I, Pirotecnia II, III. Estas seriam as famosas sem resultados e cujas justificativas são as milhares de abordagens. Se bem que a prevenção é necessária e viável. Mas, não esporadicamente e para garantir filmagens para enganar o povo.
Salve Alagoas! Como diz o famoso bodinho: “Armaria mainha, punossinhora!
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








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