Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

quarta-feira, 27 de março de 2013

Postagens antigas.

Conforme o combinado, começo a postar aqui o que havia publicado no outro blog. Somente para relembrar.



27/04/2013 11:39:00

Mandar o governador 'enfiar a vela'?...os movimentos baixaram o nível!

Desde estudante sempre participei de mobilizações. Temos o que reivindicar? Nada mais justo do que defender os interesses. Isso é democracia. Ir às ruas, se for o caso, parar em pontos estratégicos, em frente aos órgãos que tenham ligação com os nossos problemas, tudo é viável e de direito. Podemos mandar as nossas mensagens de qualquer forma. Por meio de faixas e cartazes, pessoas caracterizadas, teatro o que for.

As paralisações programadas, ocorridas em Maceió, e os atos públicos já surtiram muitos efeitos. O Governo do Estado desde o início sofre com as pressões e é jogado contra a parede. Enquanto comunicadora, acompanho todas elas. Enquanto cidadã torço para que as categorias obtenham êxito, sejam valorizadas. Afinal, dependo, como as outras pessoas, de uma boa Saúde, Educação e, principalmente, segurança.
Todos os alagoanos, pelos veículos de comunicação, e os maceioenses, ao vivo, têm acompanhado as recentes manifestações dos servidores públicos de Alagoas. Diversos sindicatos se uniram para uma sequência de pressões aTeotonio Vilela. Os participantes são pessoas esclarecidas, cultas, que têm noção de dever e direito, deixando a parte

os trabalhadores sem terra, no caso. Logo, sabem bem a forma de cobrar.
Nesta sexta-feira (26), em frente ao Palácio República dos Palmares, centenas de manifestantes da Educação, com o Sinteal, da Saúde, da Cenrtral Única dos Trabalhadores (CUT), estudantes da Uneal, sem-terra entre outros davam seus gritos de guerra. As grades do palácio foram revestidas por faixas. Teve até teatro. Muito bem, aplausos, tudo válido. Até apresentação de um ator que figurava o governador Teotonio Vilela.

Deixo claro aqui que não saio em defesa do governador. Mas, acho que os movimentos não podem perder a razão, o senso, e pender para a baixaria. Quando isso ocorre, a coisa perde o sentido e a sociedade se afasta. Bom, justifico. A moça que se passava por jornalista, entrevistando o ator que se passava por Vilela, no momento em que faziam duras críticas a mais nova propaganda do governo, onde velas são acesas formando o nome PAZ, teve uma atitude repugnante.

Na hora em que o ator mostrou uma vela de sete dias, em forma de ironia, eis a sua frase: “governador, só não mando o senhor enfiar essa vela naquele canto em respeito ao povo”. Triste frase, postura, coisa que a sociedade não quer ouvir. Surpreende-me os servidores da Educação admitirem isso, não acho que seja por aí. Que gritem, esperneiem, cobrem tudo o que têm direito. Não com tais xingamentos. Enquanto estudante universitária, a fictícia jornalista deveria comedir suas palavras. O foco não é baixar o nível. A ideia é ter cada vez mais adeptos e não deixar brechas para as pessoas ignorarem o movimento.

Fazer protesto não exige palavras ou insinuações de baixo calão. E não somente eu ignorei a fala da 'jornalista' que, graças a Deus, só representa a classe como atriz. Sou justa. Aplaudo o que for correto, mas tenho o direito de repudiar o que acho o contrário.

Que os movimentos pensem nisso. Não sou peessedebista, não tenho bico longo. Sou simplesmente povo.
Fonte: Correio de Alagoas

Comentarios:
• Luís disse em 29 Apr 2013
Concordo plenamente. É por essa e outras razões que a educação está mau educda.



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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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