(Foto: Tribuna Livre)
O advogado Adriano Soares – secretário de Educação de Alagoas – foi durante todo tempo personagem de matérias, reportagens e virou alvo de grandes críticas. Também pudera. Difícil entender um homem público, público demais para nós, com comportamento repudiável. Sem medir palavras, usando redes sociais, Soares, o secretário, tinha a ideia, ao que parece, de que podia falar tudo o que lhe visse à telha.
Isso jamais poderia ocorrer com uma figura que ocupa um cargo representando, principalmente, a Educação de um estado. Mas, pouco se importava. O secretário era avaliado constantemente e não foi excluído do seu conceito o transtorno bipolar. E até que seria uma boa justificativa para minimizar as consequências das ‘insanidades’ detectadas nas posturas do cidadão.
Abarrotado de processos, brigas com promotores do Ministério Público Estadual (MPE), cobrado pelo péssimo funcionamento da pasta, um desastre na sua gestão, colocado no paredão por conta das reformas nas escolas – diga-se de passagem ainda inacabadas – sem licitações, ao custo de mais de R$ 60 milhões, e inimigo mortal do Sindicato dos Servidores em Educação (Sinteal), Adriano Soares pouco se incomodou com o que a sociedade pensava ou deixava de pensar. Esqueceu porém, que ele era apenas um secretário e que deve explicações ao chefe mor, no caso o governador. Se bem que já usava as redes sociais para postar coisas desinteressantes e até sobre sua vida pessoal (se estava se separando ou tinha arrumado namorada), por exemplo, como se nos interessasse.
Muitas pessoas indagavam sobre o objetivo de tais atitudes. Seria um distúrbio, seria por pirraça, seria falta de senso mesmo? Já não interessa mais. Podemos afirmar com todas as letras que o secretário foi ridículo não somente agora quando postou uma agressão imperdoável no facebook. Que exemplo bárbaro deu o senhor Adriano Soares incentivando a sociedade a utilizar palavra de baixo calão contra os manifestantes que saíram às ruas nessa quinta-feira (11).
De uma coisa podemos ter certeza, o alfabeto do secretário ficou mais apertadinho.
Para não lembrar a palhaçada que fez o secretário deve a partir de agora pular da letra ‘b’ para a ‘d’, e da letra ‘t’para a ‘v’. Porque entre elas existem as que lhe deram as maiores dores de cabeça. E não tem proctologista que resolva. Eita, desculpa secretário, confundi tudo, quis dizer clínico geral.
Viu aí, serviu Soares para alguma coisa. Aprendi a dar uma desculpa esfarrapada no final.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









Falou e disse Dulce, tá na hora de execrarmos essas mazelas em Alagoas. Dedinho, era só o que faltava. Abraço do PL.
ResponderExcluirNão é por acaso que a educação no estado de Alagoas é um desastre, não é Dulce?! Lamentável.
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