Os contratados para o serviço público em Santana do Mundaú durante o período eleitoral do ano passado tiveram a maior surpresa de suas vidas nessa quarta-feira (24). O prefeito Marcelo Souza mandou afixar em todos os setores das secretarias um aviso dizendo que fica determinada a demissão de todos eles no dia 31 de julho.
E que bondade foi essa então? As pessoas confiaram no prefeito e cederam aos 'seus encantos', logicamente o recompensando com um voto na urna. Um não, vários, afinal os parentes também se solidarizam pela 'boa ação'. É sempre assim.
Mas, como a eleição passou e ele garantiu a permanência na cadeira – pelo menos até agora – apesar de já ter sido afastado sob acusação de crime eleitoral, o povo não tem mais valia. Isso é para que as pessoas entendam cada vez mais como são vistas e reflitam melhor sobre suas escolhas.
O fato é que o desespero tomou conta de muita gente. A informação é de que houve muito choro e há muita gente com as mãos na cabeça sem saber que rumo tomar. Isso sem falar na decepção. Porque não há coisa pior do que confiarmos em alguém e depois nos sentirmos traídos e apunhalados pelas costas. Pelas costas sim. Afinal de contas não houve um aviso prévio e sim a determinação sem uma reunião, sem o mínimo de respeito aos seus eleitores.
E outra, eles sabem que esse tipo de contratação é irregular e que não têm como manter por muito tempo. Fazem porque querem e convictos de que estão enganando. O povo também sabe que está sendo enganado e que por lei não pode estar ali. Mas, é uma questão de sobrevivência e se submetem ao risco.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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