Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

O IML ainda nem saiu do canto e prometem transformar delegacias em Departamento. Isso é desde Paulo Rubim.

Ah, dezembro. O pobre do mês que é o último do ano sempre fica com a carga nas costas. Tudo que não se consegue fazer, implantar nesse Estado, em tempo hábil, conforme os convênios firmados é jogado nele. E promessa, desde menina sei – não tenho o menor acanhamento de dizer que faz muito tempo – se faz , mas aqui em Alagoas se distribui.

Hoje temos mais uma mirabolante promessa dentro da segurança pública. Em DEZEMBRO será entregue um departamento que acomodará a Delegacia de Homicídios da Capital e a de Repressão ao Narcotráfico (DRN). Se sempre disseram que a maioria das mortes é em consequência do tráfico, nada mais justo de que trabalharem em sintonia, acho. No entanto, os alagoanos há muito se tornaram devotos de carteirinha de São Tomé. Só acreditam vendo.

Projeto da unidade da Delegacia de Homicídios e DRN

Em novembro do ano passado (2012) fiz matéria sobre a construção no novo Instituto Médico Legal de Maceió, no Tabuleiro Novo. Na placa, que ainda está no local, tem: previsão para entrega em 365 dias. Mas, nunca será sabido quando, já que não há a data de início da obra. Estratégica maravilhosa para se iludir quem por lá chega à primeira vez.Mas, por lei, o governador não tem que dar publicidade aos atos e aos contratos.?

Vejamos o tempo que esse Departamento de Repressão ao Narcotráfico é anunciado. Foi exatamente em 2009, há quatro anos, durante coletiva na sala de reuniões da Secretaria de Defesa Social (Seds), no 2º andar, pelo então secretário José Paulo Rubim – já por conta do aumento da criminalidade em consequência do tráfico de drogas ilícitas – segundo ele, a DRN seria transformada em Departamento de Repressão ao Narcotráfico e, ao invés de ser responsável apenas por Maceió, teria a incumbência de operacionalizar em todos os municípios.

Rubim afirmou que o projeto já estaria pronto, apenas necessitando oficializar e definir a forma de trabalho, onde seriam implantadas as regionais do Departamento. E já se passaram três dezembros. Se em três anos, o que significa 1.095 dias, não quiseram fazer como em um ano e quatro meses , irão viabilizar não somente o departamento de Repressão ao Narcotráfico, mas um complexo para as duas delegacias transformando-as em uma só unidade? Esperem. Em outubro do ano que vem teremos eleições e por que será que não podem entregar a obra prontinha antes disso?

Projeto do complexo da Perícia Oficial (IML), II e IC) Foto: site do Governo

Voltemos ao IML. Para que não esqueçamos alguns detalhes. A obra foi orçada em R$ 4.638.288,41. Lá na placa, especificamente, diz que será o NOVO IML, mas se sabe que ali, onde era um campo de futebol há 40 anos e havia um trabalho social, por voluntariado, com crianças carentes, será não somente o IML , mas o Instituto de Criminalística e também o de Identificação.

No dia 13 de março do ano passado, no site oficial do Governo do Estado assim está postado: “O novo prédio, com área já escolhida no Tabuleiro do Martins, será um dos mais modernos complexos de perícias do País. Orçado em R$ 5 milhões e com previsão de entrega em oito meses, o novo prédio abrigará todos os departamentos afins ao trabalho de perícias, como o Instituto de Identificação (II) e o Instituto de Criminalística (IC).

O novo prédio do IML de Maceió contempla ainda sala de imprensa, anfiteatro para aulas de Medicina Legal, laboratório de DNA, laboratório de análises clínicas, patológicas e toxicológicas”.
De fato, o projeto é fantástico, o que desanima é que há exatamente um ano e quatro meses a placa avisando que seria concluído em 365 dias, a contar dali, permanece. Porém, como já falamos, não tendo data de início, a qualquer hora pode se recomeçar a contagem de mais um ano.

Em dezembro do ano que vem vamos averiguar o complexo DHPP e a DRN juntinhas.

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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