O problema é resolver o problema. Deu para entender? Nesta terça-feira (08) todos os comandantes do quadro do Policiamento da Capital (CPC) foram convocados pelo presidente do Conselho Estadual de Segurança , juiz Maurício Breda. Eles estão a portas fechadas na sede do Conseg, na Jatiúca.
O assunto emergencial tratado? Policiamento nas ruas ou a falta dele. No entanto, vale lembrar as condições atuais das unidades. Até que há a boa vontade de se colocar a polícia na rua, mas a pé é quase ou inviável. Em todas elas viaturas estão sucateadas e tudo esbarra no velho problema da licitação. É a informação. Se a necessidade de garantir a segurança da sociedade é para ontem, uma licitação dura até um ano e muitas delas com valor irrisório para um Governo do Estado e para a Secretaria de Defesa Social, abaixo de R$ 10 mil. Isso para consertar toda a frota.
Também fica impossível colocar viaturas na rua sem combustível. E vez ou outra isso acontece. Bom mesmo o presidente do Conseg ouvir os comandantes e esperamos mesmo que eles aproveitem a oportunidade para “desabafar”, a hora é essa. Chega de colocar os 'ciscos” debaixo dos tapetes e arrumar a frente das unidades – principalmente quando tem eventos – para aparentar tranquilidade e que tudo está em ordem. Essa estratégia já é conhecida.
E também faltam homens para distribuir, outra coisa que todo mundo sabe de cor e salteado. Não pode a população se n segura vendo passar pelas ruas viaturas com o motorista e um policial apenas ao lado. Lógico que não são todas, mas acontece diariamente. É notório. Há policiais para serem chamados, os concursados? Ótimo, que chamem. Tem os policiais da Reserva Técnica , de 2006 coitados, e agora outra turma de 2012. Peraí, não seria lógica a convocação? Se são “reserva” e a situação exige mais gente, o que falta?
A tropa está velha, muita gente está indo embora, outro bocado doente, afastado, licenciado. Há muito o que se discutir e revelar com o Conseg.
Boa sorte, comandantes. A sociedade espera resultados.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








Uma pessoa - que prefere se identificar como ANÔNIMO mandou o comentário pq não estava conseguindo postar. Então aqui vai: ANÔNIMO: Espero que essa reunião tenha algum efeito. Porém não a única unidade eficiente na PMAL é a Rádio Patrulha e a cada dia ela perde eficiência, seja pelas viaturas sucateadas, pela falta de combustível ou pela perseguição da Corregedoria contra esses policiais . Apesar do excelente Comandante Ten Cel Jairisson, fica difícil trabalhar desse jeito.
ResponderExcluirexcelente! Dulce!
ExcluirLembrando q o CEFAP não tem a mínima estrutura para receber os novos alunos.
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