Que o ex-secretário da Paz, Jardel Aderico, foi indicado de Givaldo Carimbão para a pasta, todos sabem. E quem conhece de perto o ex-secretário garante que é pessoa de bem. Mas, aqui em Alagoas para ser gestor não basta ser do bem tem de ter estrutura para dar certo.
A situação dos espaços que abrigam menores infratores, principalmente a Unidade de Internação Masculina ((UIM) antigo CRM, é calamitosa. A superlotação e os problemas de estrutura aflora os ânimos dos adolescentes e eles se rebelam e fogem. O ano de 2013 pode ser considerado recordista nesse tipo de ações na UIM e as cobranças foram feitas. Até ordem para prender o secretário Jardel foi dada.
E depois de uma sequência de fugas e sem condições mínimas para garantir o controle da situação – foi o que soube com detalhes – Jardel Aderico decidiu dizer ao governador Teotonio Vilela Filho (PSDB) “não dá mais para mim, estou entregando a secretaria”. Essa seria a versão oficial.
A surpresa foi justamente a de Teotonio aceitar numa boa sem esboçar qualquer vontade de o secretário permanecer e ainda num piscar de olhos já remanejar o tenente-coronel Luna, por sinal pessoa que admiro, mas que infelizmente faz parte da situação, para ocupar a vaga de Aderico.
Ele estava chateado. Claro, Levou a culpa sem ter responsabilidade no processo. Era apenas um secretário sem alternativas por falta de apoio. “Jardel está arrasado. Ele vai entregar o cargo porque não aguenta mais a situação e não tem como mudar a realidade sem apoio”, afirmou uma amiga bem próxima.
Aí, depois de todo mundo se familiarizar com tal informação surge Carimbão e dá aquela ‘carimbada’. “Estava tudo combinado”. Não entendemos direito o que ocorreu para tal postura. O que lembramos é que na eleição passada ele foi tirado de cogitação pelo próprio governador – que a princípio o tinha como um dos seus quatro candidatos - e como consolo lhe deram a candidatura de vice-prefeito numa chapa.
Por qual razão, Carimbão? E não é que me lembrei agora da "Canção da América".
"Amigo é coisa pra se guardar, debaixo de sete chaves"...
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








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