Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sábado, 23 de novembro de 2013

A insanidade de um governo que acredita ser normal...

Vivemos no celeiro de um governo que acumula desmandos e se faz acreditar um excepcional gestor. Somos reféns de uma imbecilidade repetitiva que nos poda os direitos e já não enxergamos a gravidade. Não, o povo não é cego, mas parece ter sido vítima de uma hipnose altamente maliciosa que o deixou inerte diante de tantas aberrações.

Torna-se quase impossível o entendimento quando não há limites para o desrespeito aos direitos e a quem lhes é garantido, por lei, no caso o povo. E a tranquilidade esboçada pelo governo alagoano pode ser algo que desafie qualquer especialista em psiquiatria. Quando o louco é convencido da necessidade de um tratamento e cede há uma esperança no fim do túnel, mas quando ele não tem noção do mal pelo qual foi acometido tampouco do seu estado de saúde e insiste em se achar normal, complica.

Começo a acreditar que o nosso representante peessedebista surtou e gravemente. Seria essa uma boa justificativa para tantos atos insanos com os quais convive naturalmente ao ponto de ainda dividi-los com a sociedade. A Psicologia tem milhares de conceitos sobre a loucura. Para João Augusto Frayze-Pereira,professor do Instituto de Psicologia da USP “com o corte entre razão e não-razão, há, de um lado, o homem racional que encarrega o médico de lidar com a loucura. E, de outro, o louco, que vive uma racionalidade abstrata. Entre eles não há linguagem comum”.

Creio que essa “racionalidade abstrata” está sendo vivida pelo governo e aos poucos parte do povo está se adaptando a ela. Eis o maior risco. É a única razão para tanto conformismo diante das disparidades promovidas por nosso representante, infelizmente meu também . Administrar o Estado de forma vaga e sem direção crente de que estamos no rumo certo e de que “NUNCA SE FEZ TANTO POR ALAGOAS” é muito preocupante, no mínimo ridículo.

Estamos falidos em todos os sentidos. Não financeiramente falando, mas na falta de políticas públicas que revertam a miserabilidade, apresentem uma Educação decente ao filho do pobre, garantam boa moradia, oportunidade de emprego, assistência digna à saúde e deixem de transformar a segurança em colombina e lhe retirem a maquiagem. Porque sabemos muito bem o que pintam em sua face.

Lideramos tudo que não presta a nível de Brasil: violência em geral, violência contra negros, mulheres, jovens; o analfabetismo, o pior Índice de Desenvolvimento Humano, pior Índice de Desenvolvimento de Educação Básica etc e isso requer uma reação em caráter de urgência. Porque somos cidadãos e, consequentemente, devemos ser contemplados com a cidadania que nos traz um conjunto de deveres e direitos e não somente os primeiros têm de ser colocados em prática ou cumpridos. Somos respaldados pela Constituição.

Vamos tomar vergonha na cara, antes que a espatifem. Embora a opção seja de cada um.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

2 opiniões:

  1. Duca, o que é isso, de "máfia penedence"? Li em algum lugar e não entendi. É pizzaria italiana, em Penedo, é?

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  2. GUERRA NA POLÍCIA - UMA RUPTURA EM PENEDO POR CONTA DO "CASO ROBERTA". Alagoas: Dos capangas aos "justiceiros", duas décadas de crimes cometidos por “policiais”. Em Alagoas a sociedade tem medo de quem é pago para proteger. A história recente de Alagoas é marcada por crimes, impunidade e a ligação intrínseca de agentes do poder constituído com o crime organizado: “O assassinato de ROBERTA DIAS é um caso emblemático da impunidade e da fragilidade das instituições do Estado”; e, em meio às teses, encontra-se uma família de luto e que luta. Este é o retrato de um Estado onde a segurança pública nunca foi levada a sério, onde os interesses políticos sempre se sobressaíram aos interesses sociais. Um Estado, onde nota-se a presença de organizações criminosas, como é o caso de estados do sudeste brasileiro, a saber, Comando Vermelho, Primeiro Comando da Capital, entre outros. Por aqui (Alagoas/Penedo/Maceió), a sociedade teme, principalmente, os bandidos da lei, aqueles a quem se deve recorrer quando o cidadão é vítima. Entretanto com o envolvimento tão arraigado de policiais com o crime organizado, aquém se deve recorrer? Nosso povo roga à “Padim Cíço” e continuam a crucificar Jesus Cristo: “aconteceu porque Deus quis”.

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