Parece que o efeito é dominó. Agora quem pode paralisar mais uma vez é a Perícia Oficial. Os peritos não andam nada satisfeitos com o governo do estado que não estaria cumprindo o que assinou na Matriz de Responsabilidade com o Ministério da Justiça.
Os peritos criminais também peregrinam em busca de melhores condições de trabalho – estrutura e valorização salarial – da mesma forma que os policiais civis e militares, servidores da Saúde e da Educação. Alegando não ter condições de garantir um reajuste, Teotonio Vilela se comprometeu a incorporar a bolsa qualificação. Ou seja, os peritos criminais se submetem a cursos com o intuito de assegurar a gratificação. Mas, pelo que soube, o pagamento está ocorrendo com muito custo.
O pior é que muitos cursos, segundo a categoria, não acrescentam em nada e servem somente para a garantia do recurso. Os profissionais que tanto almejam um reajuste, ainda têm de se submeter a cursos.
A carência no tocante ao número de profissionais atuando em toda Alagoas foi mantida mesmo com o concurso que aconteceu há poucos dias. Pelos levantamentos, a Perícia Oficial precisaria hoje de 120 peritos – com pretensão da direção de abrir um núcleo em Arapiraca - e somente 39 foram aprovados. Todos aguardando ainda o psicotécnico. O número de aprovados não atende às necessidades. Para se ter uma ideia, somente sete peritos irão substituir os da Força Nacional, mais dois estão afastados e esperando a aposentadoria e outros três entram com o pedido este ano.
Para o sonhado laboratório há a necessidade de quatro peritos e em perícia pela internet só existe um profissional. No IC não tem como se fazer uma reprodução simulada e perícia fonética por falta de peritos específicos. Ao todo, por dia, uma equipe de cinco peritos fica escalada para atender a todo estado. Como paliativo, em Maceió deveriam entrar mais 40 e para Arapiraca iriam 20. Os peritos querem cada profissional na sua área e não “clínico geral” , ou seja, um perito atuando em todas as áreas. Para eles quem é perito, é perito em alguma coisa e não de tudo. Dos aprovados, reprovaram 23 no teste físico e isso foi entendido como desnecessário. Os peritos afirmam que necessitam de bons profissionais e não atletas e brincam: só se for pra correr do local do crime.
Alguém pode avisar a Téo Vilela que se ele não incorporar a bolsa os peritos vão parar? E aí, começará tudo novamente: alugar freezer para guardar corpos e outras coisas mais. Tem outra coisa, também, os profissionais da Perícia Oficial vão lutar pelo alinhamento da Seds, da mesma forma que delegado e oficiais da PM. A categoria afirma que com o realinhamento dos militares – que por sinal ainda não foi colocado o preto no branco – o salário inicial dos peritos está igual ao de sargento. Mais um nozinho para Téo desatar.
Só sei que Perícia parada é prejuízo e dos grandes.








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