Participei com muito prazer de muitas operações desencadeadas pelas equipes da Asfixia, da Polícia Civil. Foram inúmeras e não se limitaram somente a máquinas caça-níqueis. O grupo especial foi criado justamente para auxiliar na ostensividade no período noturno. E a sociedade gostava de ver, além das viaturas da Polícia Militar, o reforço dos colegas policiais civis entrando e saindo na periferia.
Todos sabemos que o secretário de Defesa Social, Dário César, repudiava a Asfixia e não me perguntem o motivo. A tara, segundo informações captadas juntos aos próprios policiais, era extingui-la. Não conseguiu, mas a colocou numa baita “geladeira”. A Asfixia foi perdendo a referência, mas sempre foi utilizada quando lhe achavam conveniente. Passou a fazer mais escolta de presos para outros estados. Mas, também conseguiu prender foragidos em outros estados e trazê-los para cá.
Na periferia, as pessoas se sentiam bem ao ver passar o comboio das viaturas brancas. As pessoas que participam das escalas são as mesmas que trabalham em unidades da Polícia Civil e fazem o “bico legal” servindo à sociedade. Soube e não quero acreditar e absorvi como boato, especulação, que vão exterminar de vez a Asfixia. Por outro lado, reativar a OPLIT. O grupo elitizado que cobrirá apenas a área litorânea.
Quem não se lembra daqueles agentes de ternos em carros novos fazendo exclusivamente operações na orla marítima? Coisa pra turista ver e se impressionar. É bom, é viável. Lógico. Mas, por que acabar com a Asfixia? Deixem os de terno e gravata, mas mantenham os mais simples de farda preta. Até seria aceitável caso a transformassem na OPER. E porque não a existência da equipe de Operações Periféricas (OPer).
Gosto muito do delegado Carlos Reis, atual diretor geral da Polícia Civil, e não quero acreditar que em seus planos esteja a extinção da Asfixia. Sempre se mostrou sensato. O que ela precisa, de fato, é ressurgir, ter o apoio necessário e sair nas ruas como antes em total operacionalidade. Não foram os agentes que ofuscaram a Asfixia e sim as autoridades.
Fico na torcida para que o bom senso da direção-geral prevaleça e o respeito aos profissionais que já viraram noites cumprindo suas missões, também.








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