Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

segunda-feira, 17 de março de 2014

SEGESP: Bendita sois vós, entre os servidores públicos, amém!

(Foto: G1.al)

De milhares de terços rezados e centenas de velas acesas pouquíssimos milagres foram obtidos. A Secretaria de Gestão Pública (Segesp) é recordista em decepcionar o servidor público estadual e, em consequência, atrapalhar a vida da sociedade alagoana.
Lembro-me perfeitamente das queixas na Central de Flagrantes no período carnavalesco onde apenas um delegado cumpria escala de plantão. Imaginem vocês uma unidade que recebe todos os flagrantes com este tipo de atendimento em tal situação. Registramos tudo e questionamos a participação, atuação dos novos 40 delegados. Por que esse povo não foi trabalhar ? Simplesmente porque a bendita Segesp ainda não tinha, de fato, nomeado nenhum deles, nesse caso 33 porque sete estão sub judice. E de quem foi a culpa?

O carnaval passou e acreditem que os novos delegados ainda estão sem as suas respectivas carteiras e querendo trabalhar o que é mais importante. As nomeações, de direito, ainda acontecem paulatinamente e na segunda situação, a das carteiras, o povo tentando agilizar. E dá para pensar em mudança dessa forma¿ A Segesp mais parece uma tartaruga amputada quando o servidor e a sociedade aguardam um carro de Fórmula I e sem nenhum Barrichello conduzindo, pelo amor de Deus.

Não bastasse o dom de transformar todas as categorias em romeiros fazendo com que sobrevivam à base de promessas, a secretaria tem sido vista como verdadeira carrasca. Porque “tacada” de porta na cara do servidor ela tem dado e muita. E os pobres quase adotaram como trilha sonora para as reuniões marcadas pelo chefe-mor da Segesp, a música infantil: “ciranda, cirandinha, vamos todos cirandar, vamos dar a meia volta, volta e meia vamos dar”. Afinal já não são poucas a idas e vindas.

Ou, Segesp, bendita sois vós entre os servidores públicos, amém!

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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