(Foto: Dulce Melo/Gazetaweb-arquivo)
Li no portal de notícias Urgência 190 uma matéria cuja manchete é: “Ameaça de caos. Ex-comandante da PM pode assumir SDS”. E o que teria de extravagante e tão absurdo nisso, podem perguntar algumas pessoas. Nada, absolutamente nada se o ex-comandante não fosse o coronel Luciano Silva que passou pela tropa e não deixou - pelas conversas com os militares ´- um milímetro de saudade. Ao contrário, na sua saída soltaram até fogos por aí.
Bom, ao ser exonerado do cargo de secretário da Casa Militar do Governo do Estado – substituído pelo meu amigo e competente coronel Bernardo – coronel Luciano estava com o aspecto de preocupado. Talvez pensando exatamente: “para onde irei”? A princípio circularam uns zuns zuns zuns de que algo feito por ele teria desagradado o governador Teotonio Vilela e isso não posso afirmar. Porém, a troca foi estranhamente rápida. Logo em seguida, as especulações eram em torno do futuro do ex-comandante da PM. E ficaria assim: coronel Luciano pediria seis meses de licença especial e depois iria para a reserva, descansar, arejar a mente, ficar tranquilo e tranquilizar.
Hoje, surpreendeu-me a postagem do amigo Castelo Branco. Até porque seria o certificado de “sem noção” do governador Teotonio Vilela Filho acomodar o coronel Luciano na Secretaria de Defesa Social. Vamos prestar atenção nos fatos, somente para refrescar a cuca do chefe do Executivo estadual. 1-Somos a cidade mais violenta do Brasil, a quinta mais violenta do mundo. 2- Nosso Estado está no topo da criminalidade. 3-A nossa tropa tem resistido a todas as provações possíveis e mostrou sua força na rua e precisa se sentir segura, valorizada, e ter no comando superior alguém com o qual tenham afinidade.
EPA. Esse que não é o caso do coronel Luciano que atingiu 200% de rejeição (100% no CPC e os outros no Comando-geral) e carrega consigo esse rótulo negativo para onde for. Galgar os 300% de rejeição, creio, não seria viável é ser ignorado demais e o sistema não daria certo. Seria provocar uma reação não confortável entre os policiais e, diga-se de passagem, os civis também. Havia esquecido o detalhe.
Se o ex-comandante assume a Seds, o governador assume de vez, de maneira explícita seu amor pela tropa.
Mil vezes o administrador de empresas. E cadê o doutor Diógenes Tenório¿ Nome muito bom. Mas, se nada estiver acertado em relação aos nomes destes, por falta de opções, uma dica: que tal um jornalista¿
Governador, consulte a tropa!
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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