Quisera hoje escrever um texto alegre com resultados de operações que culminassem em apreensão de drogas, armas e prisão de bandidos. Mas, é bem diferente. Ficaria inquieta se não transbordasse meu sentimento de tristeza me solidarizando com os familiares da soldado PM Izabelle Pereira e os amigos milicianos arrasados com a grande tragédia que a levou à morte tão cedo e sem tempo de se despedir sequer dos pais.
Ninguém pode medir a dor, ninguém. A que conclusão podemos chegar diante de uma fatalidade como esta¿ Por que Izabelle tinha de ir tão rapidamente e por que sua missão foi abreviada aqui na terra¿ Não podemos desafiar Deus ou blasfemar , mas, enquanto seres humanos obviamente ficamos transtornados e sobrecarregados de indagações, inclusive fragilizando a fé. Mas, em seguida, entendemos que somente ao rei dos reis pertence as nossas vidas e que chegamos e voltamos na hora que ele programa.
Infelizmente é assim.
Acompanho desde ontem (30) à noite a ocorrência, passo a passo, com o intuito de informar aos amigos seu estado de saúde. Nalguns momentos esperança, noutros desespero, desânimo, mas sempre sob a expectativa de que houvesse uma reversão. Pela manhã obtive informação de que estaria se submetendo a assepsia e, em seguida, iria para a UTI do Hospital Geral do Estado (HGE). Izabelle teria resistido bem às intervenções cirúrgicas, não teria sido preciso amputar o braço , coisa boa de se ouvir. Meu Deus, não deu tempo para comemorar e sequer orar por ela novamente. Foi instantâneo. Assim que postei em rede social a boa notícia, o telefone toca e há a confirmação de sua morte.
Parei estupefata e sem querer acreditar. Preferia a primeira informação, claro, dada há poucos segundos. Mas, era verdade sim. A GUERREIRA HAVIA DADO SEU ÚLTIMO SUSPIRO para o desespero dos pais, demais familiares e amigos de farda.
Ah, Izabelle tão jovem, tão bonita, tão amiga e tão militar. Saiu para o combate, para proteger a sociedade e foi combatida pelo acaso que para ela foi o maior inimigo em tão pouco tempo de batalha.
Bem mais à frente o choro será amenizado, as boas lembranças estarão presentes. Para os pais a perda irreparável, o vazio que não será preenchido, mas o fortalecimento divino os acalentará.
Vai com Deus, moça bonita. Vai sim. Os anjos te esperam.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.










Esse governador é tão miserável que loca carros de passeio e coloca como viatura, sem adaptação alguma para atividade policial ao contrário das blazers adaptadas que tinha antigamente.
ResponderExcluirLindas palavras!
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