Não há uma preocupação em relação ao bloqueio do meu blog no Quartel do Comando Geral da Polícia Militar. Os textos que escrevo são verídicos e com conhecimento de causa, sem aumentar ou inventar uma linha. Também não ganho jabá para defender nenhum tema, faço porque quero e a iniciativa é minha.
Ao contrário do que pensam, senti-me lisonjeada ao receber a imagem comprovando que houve o bloqueio. “Dulce, minha amiga, a maior, tentei acessar o seu blog aqui no Quartel e olha o que apareceu”, essa foi a mensagem recebida de um amigo e, ressalto, para evitar especulação, não foi o coronel Ivon. Ainda tem muita gente do bem por lá. Aos que se sentem incomodados com as minhas postagens, talvez seja porque dentro do contexto a gente saiba bem das picuinhas que lá em cima, naquele caldeirão, acontecem. E não são poucas.
Lá, no Quartel Geral, é imprescindível - para quem é do bem - andar com antídoto no bolso porque há muitas serpentes em ponto de ataque, diariamente. Gente que abraça e quer morder; gente que aperta a mão e quer , na verdade, apertar o pescoço; gente que se diz amigo, almoça junto e por trás faz armações para puxar o tapete e isso todo mundo sabe porque a movimentação é intensa e os olhares falam muito e tudo.
Não, não me incomoda essa atitude tão tosca em relação ao meu blog, até porque a leitura que mais me interessa é feita pela massa, pelos amigos espalhados em Companhias e Batalhões . Eles, tenho convicção, costumam ler para ficar a par das danações e “inferninhos” que acontecem naquele lugar aquecido, onde as pessoas se comem por causa de status e dragões disfarçados de gente soltam suas fumaças.
Ah...soube também que estaria proibida a minha entrada no QCG, mesmo que o motivo seja entrar em contato com o coronel Ivon para quem faço assessoria. Sem problemas, no momento não há muitos espaços que merecem minha presença por lá.
Mas, a partir de janeiro, espero em Deus que o clima mude. É muita tempestade num copo d'água.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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