Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

E viva a primeira turma de mulheres militares de Alagoas

Já se passaram 25 anos e chegaram as Bodas de Prata na Polícia Militar de Alagoas. Foram elas as primeiras mulheres a vestir a farda da nossa briosa, as primeiras discriminadas e as primeiras mais corajosas, simultaneamente.

A sociedade ficou impactada e elas passaram a ser notícia. Todos queriam ver as primeiras mulheres alagoanas fardadas, no combate, logicamente duvidando da sua capacidade de ação e do seu potencial. Num mundo machista onde os homens sempre acharam que somente eles seriam capazes de resolver os problemas, lá se foram as soldados demonstrando força.

Após duas décadas e meia, honradamente elas comemoram. Mas, passaram despercebidas pelo Comando, ninguém lembrou sequer de comprar bolo e refrigerante, faltou música e imprensa no salão nobre do Quartel Geral da Polícia Militar, faltou um vídeo, faltou discurso, faltou RECONHECIMENTO.

Ah, as nossas mulheres da Polícia Militar são formidáveis e tão fantásticas quanto os nossos policiais do sexo oposto. São mães, avós, mas antes de tudo GUERREIRAS. Bem que eu poderia trabalhar entre elas e que inveja isso me faz: vestir a farda. Fico deslumbrada quando as vejo em desfiles e me sinto uma quando as encontro nas operações, determinadas e prontas para o combate tanto quanto os amigos homens.

Tim, TIM meninas. Pela bravura e pela dignidade com a qual nos representam. Pelo orgulho de serem as primeiras PFem e pelo orgulho que também nos causam. Olhem para trás, o tempo passou e que bom vocês continuam de cabeça erguida apesar de tantas injustiças enfrentadas e de tantas desilusões. Mas, vale a consciência tranquila, a convicção do dever cumprido.

Levem na mala todos os méritos do mundo, mesmo que tenham sido lembradas apenas pelos amigos neste dia tão especial e esquecidas pela instituição que dignamente representam.
Deus as abençoe.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

1 opiniões:

  1. Parabéns! É bem verdade! Mais sabemos que com esses que estão ai eles só pensam em perseguir e se reunir para que a tropa n trabalhe e não pensem.

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