Custo a acreditar que em pleno século XXI um pensamento arcaico e repudiável seja mantido dentro de uma instituição onde as pessoas almejam evolução, harmonia, agregação. Recebi ontem a foto da escada principal do Quartel do Comando Geral (QCG) cuja entrada foi acorrentada e, acima, uma placa ridícula informava: “ACESSO RESTRITO AOS OFICIAIS SUPERIORES”.
Como podemos acreditar que a Ditadura acabou esse ainda presenciamos esse militarismo impregnado na mente de alguns senhores coronéis? E por que soldado, cabo, sargento, subtenente, tenente e capitão transmitem doenças infectocontagiosas? Então, os senhores coronéis que ideia tão nauseante tiveram dispensem todos que lhes servem diariamente assumindo todos os serviços em cumprimento das ordens que lhes são dadas, enquanto vocês, não todos obviamente, esperam somente as folhinhas muitas vezes já carimbadas somente para assinar.
Poupem a tropa dessa arbitrariedade. Voltamos à era Joquinha e todos viram que não deu certo a iniciativa de “privatizar” a escada para os deuses de farda. Pelo amor de jesus Cristo se pronunciem os policiais que lá trabalham, as associações, não é possível que passe em branco uma falta de respeito desse tamanho.
Por essas e outras vejo muito mais distante do que imaginamos a possibilidade de se construir uma polícia mais humana. Não faz tanto tempo que constatamos um cheirinho de mudança no ar, coronel Marcus Pinheiro andava pelos corredores e falava com praças e oficiais numa boa, sem soberba, quebrando essa barreira malcheirosa de uma hierarquia demasiada somente para massagear o ego e se sentirem, de fato, superiores.
Torço que os oficiais que não compactuam com essa falta de respeito, subam pela rampa e pela escada dos policiais “INFERIORES”. E acabem o Centro de Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da corporação porque a cúpula não entende o que significa. Ao que parece.
Meus pêsames aos nobres amigos militares.
Ah, se tiraram a corrente não sei, mas a foto foi recebida e eu não podia silenciar.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









Assim é difícil. Parabéns pela postagem reveladora, companheira Dulce. Esse é o perfil elitista que deve ser combatido!
ResponderExcluirMinha querida tal situação foi discutida, venhamos e convenhamos, trabalho no CPI, local que vossa pessoa conhece bem, infelizmente tal atitude da placa foi isolada, não representa o espírito humanista nosso, talvez houve uma tentativa de padronizar o cadastramento de todos que adentram ao QCG. Cremos que tal situação, placa, seja retirada, olha que eu ouvi alguns Coronéis pedindo que não a coloca-se, cabendo assim o Cmt Geral decidir...
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