
Os peritos batem na mesma tecla. As equipes vão aos locais das ocorrências, mas, também, correm risco de morte. Seriam ameaçadas? Não. O problema que persiste é muito antigo. Mas, ao que parece, ninguém quer resolver. O excesso de trabalho nos plantões causa exaustão nos motoristas e, estes, sem suportar, têm cochilado ao volante.
Somente na sexta-feira passada (24), a partir das 18h (plantão de 12 horas), foram quatro homicídios em Arapiraca, mais dois em União, um em murici, um em Coruripe, um em Porto Calvo, e outro em Maceió. Muitas viagens, falta de efetivo. Tudo isso é muito complicado e pode custar a vida dos profissionais.
Em conversa com os peritos, disse uma amiga: “Não podemos nos omitir diante de fato tão grave e que pode custar nossa vidas”.
O Governo do Estado anunciou concurso para peritos, no entanto o pior disso tudo é que não se fala em concurso para área de apoio. O pessoal de nível médio e imprescindível para o bom rendimento, a exemplo dos motoristas e auxiliares. Afinal, os peritos não trabalham sozinhos, não têm o poder para obrar milagres.
Tive o desprazer de ler o desabafo de uma perita porque reforça a falta de credibilidade numa possível reviravolta. Disse ela: “Não há perspectivas para continuarmos na ativa; não temos ao menos um plano de carreira que você possa vislumbrar alguma melhora profissional".
A situação só não está ainda mais grave porque, na perícia criminal, lá no Instituto de Criminalística (IC), os peritos contam com o apoio de policiais civis – desviados das suas funções - que já fazem falta à sua instituição, mas colaboram.








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