
(Bruno Macena, filho do sargento Macena e assassinado pelo cabo Samuel Foto: facebook))
O que tinha tudo para dar certo, acabou em tragédia durante a passagem do bloco Tudo Azul, o mais tradicional de Murici, na tarde desta terça-feira de carnaval. Uma pessoa morta e outra ferida. No entanto, seria menos chocante, talvez, se autor e vítimas não tivessem relação com a Polícia Militar.
Após uma discussão, segundo as primeiras informações, o cabo Samuel Souza, lotado no 4º Batalhão, sacou a arma e atirou no pescoço do major Marcelo Araújo Souza (major Souza) e matou o jovem Bruno Macena, filho de um companheiro de farda, o sargento Macena. A notícia da morte do filho teria sido recebida em casa e foi dada por outro sargento que estava com os policiais envolvidos na tragédia.
O corre-corre foi total. O autor dos crimes foi preso em flagrante e levado por colegas para a sede do 2º Batalhão, em União dos Palmares. De lá, foi levado para a Delegacia Regional para ser ouvido. Logo após os depoimentos, o policial deve ser transferido para o Baldomero Cavalcanti, onde foram acomodados todos os militares que estavam no antigo presídio militar. O major ferido no pescoço, foi trazido para a Unimed, em Maceió.
A assessoria da PM afirmou que o seu quadro é estável. Mas, um tiro no pescoço não pode ser considerado ferimento leve. Uma pergunta: se o cabo que atirou nos companheiros de farda não estava a serviço, qual a intenção de ir armado a um bloco? Não sei se pode, mas acho que pelo menos não deveria.
Porém, ficamos sabendo por oficiais da PM que o cabo Samuel "é uma pessoa problemática e já havia sido excluído, inclusive, da corporação". Mas, a Justiça teria o recolocado na briosa.Na semana passada, alegando problemas psicológicos, teria pedido ao comando afastamento para tratamento com psiquiatra.








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