Acompanho o Gerenciamento de Crises e Direitos Humanos da Polícia Militar a muitos anos. E confesso: por meio dele aprendi a enxergar que havia diferencial na corporação e que os conceitos maldosos, mal formulados não poderiam macular - de forma generalizada -centenas de homens e mulheres que vivem pela segurança da nossa sociedade. Foram eles que me convenceram disso. Graças a eles, os negociadores da nossa Polícia Militar, aprendi coisas importantes como o de garantir o direito do outro, a entender o poder da palavra diante de qualquer situação.
Lembro perfeitamente dos encontros em fóruns, no Instituto de Colonização e Reforma Agrária, o Incra, enquanto estagiária do referido órgão federal. Os contatos com os trabalhadores rurais durante as reuniões entre as partes, nos acampamentos, o acompanhamento das manifestações e suas negociações, tudo aquilo me fascinava. Foi pelos negociadores que comecei a me aproximar dos amigos militares e, graças a Deus, as amizades prevalecem.
O que posso dizer dos incansáveis senhores que se empenham para evitar conflitos? São, a meu ver, grandes heróis. Numa época em que a violência predomina e também em que o homem perdeu a noção de respeito ao próximo, onde as pessoas são individualistas e estão pouco preocupadas em “cessar fogo”, tiremos o chapéu para quem ainda aposta que é possível dispensar o uso da força. Mesmo quando temos consciência de que, às vezes, ela é necessária.
Eles são muito mais. Não são apenas policiais militares negociadores. São psicólogos, têm de saber argumentar, têm de se preparar para entender as carências, o que provocou as reações e de que forma pode convencer as pessoas envolvidas na ocorrência de que estão erradas ou simplesmente agindo de forma errada. Já tive o privilégio de acompanhá-los em coisas fantásticas. A primeira delas foi a negociação com o sequestrador de uma criança no conjunto Salvador Lyra, em Maceió.
Depois um sequestro coletivo com cinco vítimas levadas para a mesma casa em Palmeira dos Índios. Ambas com final feliz. Foram os nossos competentes praças e oficiais que serviram de espelho para a criação do Centro de Gerenciamento de Crise do Piauí. Somos referência no País. Fomos o primeiro estado a ganhar o Prêmio Nacional de DIREITOS HUMANOS, em 2003, com uma equipe militar. A PRIMEIRA POLÍCIA PREMIADA. Em 2008 também desenvolveram um projeto musical para crianças carentes de Juvenópolis, em Bebedouro.
Nossos negociadores já ganharam o Brasil. São chamados constantemente para falar das experiências, do êxito e são indagados para repassar fórmula de tanto sucesso. O que se pode mais falar sobre eles? E o que pode ser feito para que sejam mais reconhecidos internamente? Falta muita coisa, além dos PARABÉNS!








0 opiniões:
Postar um comentário