O servidor público estadual já nem se assusta mais com as atitudes do Governo do Estado. Mesmo sem nenhum vínculo com o Pólo Norte, ele sempre conseguiu formar grandes bolas de neve, uma para cada categoria, e sair empurrando.E empurrando com a barriga.
O cronograma de negociações – entendido como imprescindível -torna-se, assim, uma coisa imprevisível. A equipe do Governo marca e desmarca a hora que quer, olhando simplesmente para o que lhe é mais interessante.
Com todo esse aperreio político e essa corrida para as decisões que devem apresentar o candidato ao cargo de prefeito de Maceió, parece que o meio de campo foi embolado. O engraçado disso tudo é que, de fevereiro até agora, pelo menos para os policiais militares, apenas os soldados obtiveram êxito. A Polícia Civil nem se fala.
Que me lembre, os dias de negociação com cada categoria ficaram agendados e seria para o mês de março a etapa final de conversa para o realinhamento da tabela salarial.
Mas, nada aconteceu, além do primeiro acordo fechado. O engraçado, para não dizer ridículo, é que eles fazem tudo de uma hora para outra, sem pestanejar. Para assinar o documento do acordo para o pagamento do resíduo de 7%, na semana passada, os represenatantes das associações militares sequer sabiam. Teriam sido convocados a 'toque de caixa" por volta das 10h para comparecerem à Secretaria de Gestão Pública (Segesp) às 11h. Detalhe: o secretário havia viajado e deixado o documento assinado para que fosse enviado, ainda naquele dia, ao palácio do Governo.
Já nesta quarta-feira, eles receberam mensagem remarcando o encontro para o próximo dia 24. Bom, tudo bem que os servidores estão precisando ser ouvidos e as autoridades estão do lado de lá. Mas, o que deve ser entendido é que ninguém está pedindo favor e sim querendo VALORIZAÇÃO,cobrando apenas o que tem direito. Os servidores também são cidadãos ocupados e trabalham, têm seus compromissos além da secretaria.
Mas, parece que brasileiro gosta mesmo é de pressão. Então, que aguardem. Porque os cabos, sargentos, subtenentes e oficiais esperam uma resposta sobre o aumento salarial. E todos têm pressa. Por favor!








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