Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Precisou alguém de Brasília morrer para o pobre ser beneficiado

Somos sempre os últimos prestigiados. Para que o Senado aprovasse o que todo mundo já esperava há muito tempo, fez-se necessário o senhor Duvanier Costa, secretário executivo do Ministério do Planejamento, morrer devido à falta de cheques para garantir a caução em um hospital particular de Brasília.


O Projeto de Lei aprovado ontem não permite mais que hospitais particulares neguem atendimento caso o paciente – em situação emergencial - não disponha de recursos para deixar os serviços médicos pré-pagos. Bom, muito bom. Mas, não da forma como foi feita. Quantas pessoas já morreram de forma semelhante a do secretário?


Pois bem, o Projeto de Lei já devia ter sido criado e aprovado muito antes. E os parlamentares teriam muitos nomes para escolher. Ao invés de Lei Duvanier, em homenagem a autoridade do Distrito Federal, poderia, por exemplo, ser chamada de Lei Silva, Lei Santos, Lei Lima ou outro sobrenome qualquer. Somos todos iguais e assim merecemos respeito.


Há quanto tempo confusões são criadas nas emergências dos hospitais do Brasil? Quantas pessoas deixaram de ser atendidas e muitas delas morreram por conta dessa tremenda falta de respeito? Isso não acontecia esporadicamente, o descaso era constante. Até quando ficaremos nessa mesmice?


O ruim é que isso ocorre em todas as áreas. Há um tratamento todo diferenciado. Os ricos e seus poderes acham que têm direitos além dos outros. Isso é fato. Mas, cabe à sociedade reconhecer os seus e não admitir ser colocada em segundo ou terceiro plano.
Será que sempre vamos ter de esperar que alguma AUTORIDADE seja afetada para o benefício nos chegar numa linha vertical? Como todo brasileiro, assumi o papel de devota de são Thomé. Espero acontecer, mas também pago para ver.

Ou Brasil complicado! Aguardemos agora o bom humor da Dilma.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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