(Droga apreendida pela DRN com a Força Nacional Foto: Eduardo Almeida)
Anda-se a passos meio lentos no combate ao tráfico de drogas em Alagoas. Todas as operações desencadeadas pelas polícias Civil e Militar embora sejam de grande valia são insuficientes para bloquear a audácia dos traficantes. O empenho por parte dos policiais é notório e eles se esforçam para mostrar à sociedade resultados que amenizem o horror impregnado por tanta violência.
Enquanto a Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) incinerou 300 quilos de maconha, trinta e nove de crack e um quilo de cocaína no ano passado, muitas toneladas de crack provavelmente foram distribuídas em todo o Estado no mesmo período. O tráfico é hiper organizado, há “empresas” do crime por aqui.
Durante a gestão do então secretário de Defesa Social José Paulo Rubim houve o anúncio de que, por conta do aumento da criminalidade em consequência do tráfico de drogas ilícitas, a DRN seria transformada em Departamento de Repressão ao Narcotráfico e, ao invés de ser responsável apenas por Maceió, teria a incumbência de operacionalizar em todos os municípios.
À época, lembro bem, numa coletiva no 2º andar da Secretaria de Defesa Social (Seds), ainda em 2009, Rubim afirmou que o projeto já estaria pronto, apenas necessitando oficializar e definir a forma de trabalho, onde seriam implantadas as regionais do Departamento. Isso foi acatado como uma ideia fantástica porque, de alguma forma, com o trabalho especializado distribuído seria uma maneira de intimidar os criminosos.
Porém, o que se vê, como tantos outros anúncios, é que nada saiu do papel. E quem sabe se ao menos foi colocado e tudo o que o ex-secretário anunciou foi apenas para acalmar os ânimos e sair pela tangente naquele momento em que era colocado contra a parede?
A DRN continua a mesma. Com a mesma estrutura e fazendo milagres. A Seds não fez nada até agora, apesar de ser testemunha do caos. A equipe é boa, os policiais são muito competentes, um deles considero como um dos melhores investigadores da Polícia Civil – diante de trabalhos acompanhados - , mas não há suporte.
Cadê o Departamento de Repressão ao Narcotráfico? Qual a resposta para a sociedade? E por qual motivo ninguém faz nada? Qual o mistério? Pura irresponsabilidade? Sejamos inteligentes e bem realistas. Nada contra a criação de um Departamento de Homicídios, afinal somos a primeiríssima capital em número de assassinatos. Mas, pelo amor de Deus, a origem do problema é o tráfico. Vão matar sempre enquanto esse PROBLEMA não for resolvido. Não se chupa a laranja sem tirar a casca, certo? Como então é possível acabar com os assassinatos se as drogas continuam entrando de carrada em Alagoas? Se existe a concorrência pelas bocas de fumo? Se existe a concorrência das facções? Não seria mais lógico criar primeiro o outro departamento? Ou, paralelamente os dois?
Empurra-se com a barriga. Bom, o que sei é que não encomendamos nada, mas no fim das contas pagamos o pato e, enquanto a sociedade chora, os bandidos fazem a festa, literalmente.
Leiam a reportagem e avaliem: www.http://gazetaweb.globo.com/noticia.php?c=194522
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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