Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sábado, 7 de setembro de 2013

Doze ambulâncias do Samu vivem paradas no CFAP, da Polícia Militar. Alguém explica?


Maceió tem aproximadamente 1 milhão de habitantes e sabemos perfeitamente que a maioria da população não tem condição de pagar um plano de Saúde e depende da assistência que, por obrigação, deve ser garantida pelo governo.

Temos um Hospital Geral decadente e alvo de milhares de denúncias. O que deveria ser modelo de atendimento é de VERGONHA. Mas, até chegar à unidade hospitalar é necessário que se tenha disponível alguma ambulância do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) - que também leva vítimas para hospitais particulares, ressaltemos. Porém, em questão coloquemos algumas situações para avaliarmos e, em seguida, procuremos alguma lógica.

Tenho convicção de que muitas famílias já se desesperaram ao ligar para o número 192, pelo qual se pede socorro ao Samu, e ouvido a seguinte resposta: infelizmente vai ter que aguardar porque estamos com todas as viaturas na rua. MEU DEUS! Alguém à beira da morte pode esperar?

Ao tempo em que tais justificativas são repassadas, é complicado entender o número de ambulâncias do Samu estacionadas num terreno pertencente ao Centro de Formações de Praças (CFAP), da Polícia Militar, no bairro do Trapiche da Barra. Eram 12 na quinta-feira (05) eu contei. E não é a primeira vez que estão por lá. Há meses fazem parte do cenário e agora foram colocadas mais para dentro evitando que as pessoas na rua consigam enxergá-las.

Sim, pode alguém explicar 12 ambulâncias do Samu paradas enquanto a população cada vez mais precisa de assistência, de socorro? Sinceramente, posso ter me equivocado. Mas, parece que estamos diante de mais uma falta de respeito ao povo. Se não for acertada a minha interpretação, faço questão de postar o esclarecimento caso me convençam. Mas, é no mínimo muito estranho.

Carros Fiat estavam parados há dois anos (Foto: Dulce Melo/Arquivo Correio de Alagoas)

Não consigo encontrar nenhuma resposta até agora. Ah, lembrei agora de dezenas de carros Fiat Uno que ficaram mais de dois anos sem emplacamento, no estacionamento da Secretaria de Agricultura. Dinheiro do governo federal desperdiçado, as cidades precisando de assistência e os veículos se acabando ao relento. Eram dois anos parados. Tanto eles como um número considerável de motocicletas que já nem serviam mais, os motores estavam colados.


Veja a matéria, do dia 23 de fevereiro deste ano,sobre o assunto que foi publicada no portal Correio de Alagoas.

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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