O volume da criminalidade em Alagoas chegou ao extremo. Pelas ruas da capital, diariamente, pessoas nos param e clamam ajuda. Querem a garantia de que vão sair e voltar para casa ilesas. Na manhã dessa terça-feira (17), no bairro do Trapiche, quatro mulheres da Rua Francisco Vieira fizeram sérias denúncias. Lá, segundo elas, os assaltos ocorrem à luz do dia, na porta de casa.
“Não podemos sentar no final da tarde na calçada, sequer conversar com as vizinhas. Eles metem a arma na cabeça e mandam a gente se calar, depois levam tudo”, afirma dona Elizabete. Porém, durante os programas Notícias da Manhã e Gazeta Manhã, dos apresentadores Batista Filho e Jeferson Morais, respectivamente, uma senhora ligou para a Rádio Gazeta e relatou um assalto sofrido por seu marido dentro da agência do Banco do Brasil, da Rua do Livramento, no centro de Maceió. O marido foi ameaçado por um homem armado que levou todo seu dinheiro. Isso dentro da agência.
Ressaltemos que, nesse caso, o foco não é o relato da mulher e sim a sua atitude em relação ao criminoso. No ar, a esposa da vítima, que se apresentou como estudante de Direito, assim se manifestou: “quero aproveitar a oportunidade para AGRADECER ao bandido que não fez nada com o meu esposo, apenas levou o dinheiro”.
Pasmem, parem, analisem. Têm noção do que isso significa? As pessoas estão agradecendo aos assaltantes em público quando deveriam ser bem assistidas e terem a segurança garantida. É grave, seríssimo. Perdemos o controle da violência. Quem poderia imaginar uma ação dessas? Logicamente entendemos a motivação da senhora, ela agradeceu porque o seu esposo não foi assassinado já que o costume por aqui é muito homicídio e latrocínio. Graças a Deus, menos mal.
A experiência foi árdua e o momento, conforme a esposa da vítima, traumatizante. O que podemos então falar para ela? Creio que cai bem o raciocínio do grande Mahatma Gandhi que diz: “Aprendi através da experiência amarga a suprema lição: controlar minha ira e torná-la como o calor que é convertido em energia. Nossa ira controlada pode ser convertida numa força capaz de mover o mundo”.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








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