Psiu, não fale que te costuro a boca. A mordaça e o século XXI não combinam. Ficar refém dos interesses alheios que só prejudicam uma coletividade é sinônimo de covardia e ainda há pessoas corajosas capazes de gritar e lutar por seus ideais. O Brasil evoluiu? Em tese. Uma coisa chamada poder e que sempre execra o sentido da democracia ou ela em sua totalidade adoece mentes e traz consequências graves. As sequelas ficam nas costas da sociedade que, ingenuamente, segue sob espinhos iludida com caminhos suntuosos.
Chibata na mão, patrão? Se os nossos lombos continuarem à disposição muitas mãos aparecerão com chicotes. Indiscutivelmente querem mutilar a República e reapresentar a Ditadura ao povo brasileiro. Pelas imposições ainda assistidas e normas caducas com as quais nos deparamos, as militares são exemplo, impossível afirmar que somos livres. Liberdade não se limita a se desligar de. Tem de ser adquirida e colocada em prática. Direitos respeitados, pessoas também respeitadas. A Constituição Brasileira fez 25 anos e querem jogá-la na lixeira, de capa a capa. E não sou eu, tampouco você, mas as pessoas que mais se dizem conhecedoras da Carta Magna e entendem de justiça.
De forma pífia os senhores do poder usam suas armas, simplesmente para que percebam que são detentores dele. E qual a gratificação? Boca fechada não entra mosquito, mas também não transforma o mundo. Estupefatos temos ficado com algumas atitudes exageradamente arbitrárias e em todos os segmentos. Mas, parece que o militarismo equivocado, nocivo, impregnou no fundo da farda, da alma, da mente de um minúsculo grupo espalhado Brasil a fora e em Alagoas esse sistema é forte.
Urge a necessidade de agora mais do que nunca sermos inteligentes e não permitir que nos subestimem. A fedentina cujo odor é possível ser sentido a longa distância é a prova concreta de que existe algo muito podre ao nosso redor. E vamos inalando sem reclamar até que sejamos infectados e morramos sem ter esboçado qualquer tipo de reação. E alguns senhores que, notoriamente, se sentem na Monarquia têm de acordar com água gelada nas faces.
Bom...sei que não tenho a menor pretensão de colocar sal nas costas...e você?
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.











De pé, diante de uma platéia de celebridades acadêmicas no Hitz Lagoa da Anta, o professor Antonio Bandeira de Melo, 70 anos de idade, foi intensamente aplaudido após dizer que "a mídia é a maior inimiga da democracia" (no Congresso Internacional de Direito Público). Aliás, imagine se se as diretorias e chefias de redação jornalística fossem finalmente livres. Mas por enquanto... "O SILÊNCIO DA COVARDIA" e sociedade refém. O poder dos gravatas é global e o mundo sempre foi assim.
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