Quando os servidores se manifestam e denunciam o caos na unidade somos os primeiros a correr para o Hospital Geral do Estado (HGE). Cobramos constantemente a responsabilidade e o compromisso do Governo. Até por que os cidadãos alagoanos, por mais que estejam numa classe menos favorecida, pagam seus impostos e têm o direito a um atendimento digno condizente com o que são: seres humanos.
Mas, parece que os juramentos feitos por alguns profissionais da área da Saúde servem apenas para o registro pelas câmeras, em dia de formatura. O “EU JURO” vai para o ralo sem o menos ressentimento logo em seguida e os fantasmas de branco passam pelo corredor da morte como se estivessem numa passarela portando jalecos enfeitados, com bordados enormes de DR ou outra função.
Há pouco recebi um telefonema de um amigo pedindo ajuda. O afilhado da sua irmã tinha se acidentado e necessita em caráter emergencial de um urologista. Foi encaminhado ao HGE depois de bater à porta de outra unidade, seguindo toda a orientação de não contribuir para a superlotação.
Porém, ao chegar à unidade – que é considerada de referência nesse tipo de atendimento – recebeu a informação de que o especialista estaria de sobreaviso e que não tinha como convocá-lo “porque a única enfermeira que faz isso, também não está no HGE”. Essas piadinhas de mau gosto contadas aos que dependem do Sistema Único de Sofrimento (SUS) devem ser evitadas. Vamos ter compromisso e vergonha na cara e respeitar a população.
A família do rapaz, em polvorosa, recorreu a uma unidade particular o Alerta Médico, que também não dispunha do urologista e retornou com ele para mais uma mendicância no HGE.
Que palhaçada é essa? Amanhã, provavelmente, da mesma forma que tentou desmentir a imprensa em relação ao idoso que estava com o rosto sendo comido por larvas, mesmo com as imagens mostrando tudo, a diretora vai informar que houve um equívoco e que, no mínimo, o médico estava no banheiro e a enfermeira olhando outros pacientes.
Pelo amor de DEUS vamos deixar de ser hipócritas. Que o povo se manifeste e o governo tome um chazinho de 'simancol' e não gaste o nosso dinheiro com propagandas enganosas.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.








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