Deparamo-nos há uns dias atrás num consultório médico. Com aquela simpatia que lhe era peculiar, aproximou-se e uma longa conversa foi iniciada. Ainda bem que ele chegou. Pessoas um tanto estranhas sequer davam boa tarde. E não poderia, entre dois jornalistas, ser evitado assunto profissional.
Que histórias ele me contou. Falou da sua atuação no momento, na organização Arnon de Mello e contou histórias fantásticas sobre sua vida de jornalista. Jornalista não, grande jornalista. Fez um resumo breve porque naquele espaço jamais caberia apresentar toda fortuna desses tantos anos de profissão.
E, mesmo sem tanta popularidade, as pessoas que estavam ao nosso lado começaram a prestar atenção, muita atenção. Quando a médica o chamou, eis que enfim uma senhora falou e perguntou: “quem é ele”¿ Respondi imediatamente: um grande acervo da história jornalística de Alagoas.
Falou-me de um livro que pretendia publicar e do prazer em ter retornado para a Organização Arnon de Mello (OAM). “Eles me chamaram para dar uma contribuição e eu não tinha como recusar. Conclui o que queriam e agora não sei, vamos esperar”. E abriu um sorriso.
Naquele ínterim, falamos de muitas coisas boas, o diálogo rendeu quase uma hora. Achei interessante quando perguntou: “você conhece a minha filha, a Valdete Calheiros¿ Ah, não é porque é minha filha, mas ela tem um texto espetacular, escreve como ninguém. Sou suspeito em falar, mas tenho o maior orgulho dela. Grande jornalista é a minha filha”. Depois disso sempre que nos encontrávamos pelos cantos da OAM havia uma rápida troca de ideias. Achei mais do que justa a homenagem que lhe foi rendida durante os festejos dos 80 anos da Gazeta de Alagoas e não faz muito tempo, menos de um mês.
Pensei em ouvir por muitos anos, ainda, as tão maravilhosas histórias contadas pelo amigo. Confortável ouvir de alguém tão cheio de experiências e tão respeitado em nosso meio relato sobre a profissão. Mas, Deus não permitiu e aqui me despeço.
Vá em paz e seja bem recebido nos céus.
VIVA VALMIR CALHEIROS!
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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