O cabo PM Adelson só resistiu exatamente 15 dias. Ele é mais um que entra para as estatísticas dos criminosos que, ousadamente, peitam a polícia e engolem a sociedade aos poucos. O militar foi baleado no rosto com um tiro de espingarda de calibre 12 enquanto trocava o pneu do carro, no acostamento, entre os municípios de Marechal Deodoro e Pilar e foi levado para o Hospital Geral do Estado em situação crítica, submetido a uma reconstituição facial, mas, morreu na manhã desta terça-feira (18).
Em três dias ele é o segundo policial militar vítima dos bandidos que é sepultado, sábado foi o cabo Teotônio, do 4º Batalhão, assassinado durante assalto a um micro=ônibus nas proximidades da Polícia Rodoviária Federal, no Tabuleiro do Martins. Como é que a tropa pode ficar quieta¿ Ela se mexe no ninho e começa a ficar assanhada.
Quer alguém que meta a cara e a defenda, caminhe junto, seja destemido. A massa miliciana quer um “chefe de família” que a faça se sentir amparada porque os discursos ultimamente não têm convencido e não é bem isso que os policiais almejam.
Na manhã desta terça-feira (18), também, morreu na mesma unidade hospitalar o bandido que em troca de tiros numa tentativa de assalto ,ontem, ao veículo Onix, de cor prata, conduzido por um policial foi atingido na boca e estava entubado. Marcondes Luiz, de 48 anos, já tinha passagem pela polícia carimbada em setembro de 2009 por formação de quadrilha e bando. E será assim? Para cada criminoso morto tem que morrer um policial?
Quem vai defender a tropa e quais as garantias que ela tem para assegurar a tranquilidade da população? BASTA! Essa é a palavra mais usada entre os amigos milicianos agora, os fardados querem RESPEITO. Não duvidem os senhores se até a sexta-feira próxima alguma coisa acontecer nos batalhões e companhias. A força da tropa já tivemos a oportunidade de conhecer e não é pequena. As autoridades ainda duvidam¿
Brinquem não porque eles, certamente, não estão para estorinhas de trancoso. Chega de blá blá blás para sensibilizar ou impressionar os homens e mulheres que não arredam os pés e querem que alguém se manifeste a respeito dessa disparidade que vem ocorrendo com frequência.
Uma gentileza, amigos, elenquem os policiais executados e postem seus nomes. Pois na minha lembrança estão o amigo sargento Barbosa, morto com um tiro na nuca durante assalto, no Tabuleiro; o sargento C. Soares executado com mais de 20 tiros na Santa Lúcia; o amigo sargento Borges, morto em um micro-ônibus, no Pontal da Barra, também durante assalto; cabo Adelson, enquanto trocava pneus; cabo Teotônio,no Tabueiro; sargento Monte, no Benedito Bentes;
Por pouco não tivemos mais uma morte ontem.
Com a palavra a cúpula.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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