O choro de uma ouvinte, na madrugada desta segunda -feira, encheu meus olhos de lágrimas. Dona Neide teme que o filho morra. Eduardo Macena foi assaltado três vezes e com arma na cabeça, a última em frente à Central de Flagrantes.
"E agora, mãe? Estou vendo a hora de a senhora receber a notícia que me mataram. Não aguento mais tantos assaltos". Essas palavras de Eduardo levaram dona Neide ao desespero e ela chorou muito no ar, ao ponto de comover outros ouvintes que se pronunciaram.
São os menores cheios de ousadia e a proteção demasiada das nossas leis que permitem reincidências e dão suporte ao cinismo destes marginais mirins. Que riem das nossas caras na frente da polícia -que se der um cascudo é processada -e dizem com deboche :
"tô nem aí, véi, nem preocupado, minha mãe vem já é tirar porque sou de menor ".
De menor, mas perverso, assassino. Muitos com mais de cinco passagens peça polícia. ACOSTUMADOS. Estes menininhos não são tão inocentes quanto pensam e muitos abraçaram verdadeiramente o mundo do crime espelhados em ídolos que ostentam o poder, principalmente no mundo do tráfico.
Ouvi do sobrinho de uma amiga, morto a paulada há anos, na Pecuária, durante a tentativa de aconselha -lo:
"Minha irmã, até você com essa ladainha, tá perdendo. Já decidi, véi, quando crescer mãos quero ser chefe de uma grande quadrilha ".
Fiquei desarmada e já não havia mais o que ser feito. Beto, moreno bonito, cheio de namoradas e cobiçado foi morto a pauladas e teve a cabeça esfacelada assim que completou dezoito anos. Ele usava drogas, roubava e batia na avó, cadeirante, minha vizinha, quando pedia e ela não dava dinheiro.
Este é apenas um exemplo de triste fim. Mas, quantas pessoas já morreram pelas mãos de menores? O mais recente aqui em Maceió foi o cabo Teotônio.








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