Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sábado, 15 de novembro de 2014

Cabo PM, um Teotônio do bem.


Vivemos numa limitação extraordinária onde nem mesmo à paisana o policial militar pode viver em paz. Reconhecido por bandidos ele é executado com a maior naturalidade, trocando pneu ou simplesmente se deslocando para o local de serviço, e já não importa se é um agente da segurança pública, o pai de família, aquele que arrisca a vida para salvar tantas outras. E no meio de tanta violência, polêmicas, ainda há dentro da cúpula da Polícia Militar quem faça reunião e peça para os policiais recuarem.

Poupem-me os corações excessivamente dóceis e que voam em cima de militares que em confronto com bandidos sobrevivem. Para mim, bravos guerreiros. Louváveis as palavras do delegado Denisson Albuquerque em comentário à minha postagem . “Espero que a morte do militar tenha a mesma repercussão por parte de alguns formadores de opinião que deram no caso de Guaxuma”. Isso mesmo, delegado, cadê a repercussão? E vem a opinião da policial civil Cláudia Meira: “infelizmente não vai ter repercussão alguma, pois os grandes intelectuais famosos formadores de opinião, não se preocupam com a Polícia”.

Respondi sem pestanejar: 'amiga Cláudia Meira, ainda bem que sou uma pequena formadora de opinião e não me englobo nesse grupo de grandes intelectuais'.  E reafirmo. Não tenho dois pesos e duas medidas e não me preocupo com opiniões recheadas de críticas e que jamais me atingirão. Algumas partidas de falsos moralistas que pensam uma coisa, mas para atender a interesses outros, às vezes, falam o que o coração não sente. Eu não, sou autêntica e nunca me intimidei com essas picuinhas.

A polícia tem que mostrar que deve ser respeitada e a força da segurança tem de passar credibilidade para a sociedade que suplica por tranquilidade. Sim, morreu um Teotonio do bem, o cabo que era lotado no 4º Batalhão e que brutalmente levou um tiro no rosto simplesmente porque uma cambada de maloqueiros criminosos e com várias passagens pela polícia o reconheceu. E agora? Quem se manifesta e quem dá satisfação à família dele? O que disse o comandante-geral da Polícia Militar, e o comandante da Capital?

O que dói é saber que em evento com a tropa teriam pedido para os policiais evitarem confronto e mortes em confronto e que o secretário de Defesa Social, juiz aposentado Diógenes Tenório, teria discordado e desconstruído o discurso do comandante-geral. Taí, dessa vez o juiz recebe meu aplauso. A polícia tem que se preparar para o enfrentamento e ganhar a guerra. Desculpe-me o coronel Vinicius, mas a sua postura foi lastimável. E a informação veio de lá, de autoridades policiais.

E quem vai advinhar o momento de confronto? Teriam tempo os policiais em operação para pedir aos bandidos “ei, camarada, atire não, vamos conversar”?

Pelo amor de Deus. Palmas, reconhecimento, homenagens e tudo o que for merecido ao Teotonio do bem e que morreu depois de lutar 30 anos em defesa da nossa sociedade.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

1 opiniões:

  1. Morreu de infecção hospitalar no HGE, loteria da vida do Estado, bem como porque roubou a mulher do traficante de Marechal e mato-lhe depois... verdade tem que ser dita...

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