Que as “caixas de fósforo” consideradas bases policiais, espalhadas por nossa Maceió estavam com problemas, isso já sabia. Ainda na gestão do coronel Marcus Pinheiro, o proprietário, que é engenheiro, foi muito direto ao enviar documento salientando a falta de compromisso do governo – sem efetuar o pagamento do aluguel – e a possibilidade de “despejo” das guarnições.
Pensei: que vergonha. A propaganda foi muito bonita, veiculada por um bom tempo, saiu em todas as mídias a nova estratégia de gerar segurança para a sociedade. Achei uma agonia colocar agentes de segurança em um cubículo. Mas, pela ‘segurança’ todo sacrifício seria válido, era assim para pensar?
Na quinta-feira passada ia deixar o amigo Orlando Batista na Federação Alagoana de Futebol quando avistei um guincho colado ao contêiner em frente às Lojas Americanas, da Praia da Avenida, imediatamente lembrei-me da questão e ainda gracejei com ele e o motorista Junior.
- Eita, danou-se, vão remover a base policial, foram despejados os policiais.
Mas, fomos embora e não mais passei pelo local. Até que veio a constatação. Não tenho como provar, documentadamente, que foi por débito, mas era essa a previsão. E não foi somente lá, em Cruz das Almas o povo está tinindo de raiva, bom perguntar a opinião deles sobre a caixinha de fósforo de lá. Pobres policiais militares ainda tiveram de ser submetidos a essa humilhação foi?
E, antes que alguém se manifeste, igualmente a um ouvinte que ligou pra Gazeta para sugerir que fosse humorista com a seguinte frase “essa jornalista deveria trabalhar no Zorra Total porque vive fazendo crítica ao governador”, adianto a minha defesa.
O governador sempre me deu subsídios para escrever livros por dia sobre sua trágica gestão. Só sei que lá na Praia da Avenida, o posto sumiu e ficou somente a placa. E eu juro que tenho o número do celular do proprietário e vou me informar.
Bom dia.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.










Esse pessoal deixou a população agora sem nada! Se era ruim imagine agora!
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