Algumas pontarias miram exclusivamente no doutor Alfredo Gaspar de Mendonça, novo secretário da Defesa Social. Certamente há interesses e inquietos com a sua nomeação para a pasta. Tem muita torcida negativa (já?) almejando um desastre na sua gestão e vislumbrando fracasso total nas medidas anunciadas para combater a criminalidade e tirar Alagoas desse vergonhoso quadro em que se encontra.
Querer que faça milagres em três dias contra oito anos de embromação e faz de conta é, no mínimo, ingenuidade.
Temos um terrível histórico com números divulgados após estudos. Em 2012 o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime apresentou uma lista com as trinta cidades mais violentas do mundo e Maceió se sobressaiu. À época foram registrados em nosso estado 64,6 homicídios para cada 100 mil habitantes quando a média do Brasil é de 29 mortes. E tem mais. Segundo dados do 8º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 11 de novembro passado nós AUMENTAMOS. Se em 2012 era um índice de 64,6 homicídios para cada 100 mil habitantes agora é de 67,5 para cada 100 mil habitantes mantendo Alagoas o estado mais violento do país desde 2008. Em 2013 foram assassinadas 2.230 pessoas aqui.
Ficamos estarrecidos com a violência em São Paulo, mas ele e Santa Catarina têm mais de 50% a menos na taxa de homicídios que Alagoas. Nos dois estados a taxa é de 10,8 homicídios para cada 100 mil habitantes.
E agora?
A sociedade tem pressa, obviamente. Mas, a casa tem muitos cômodos precisando de reparos e alguns delicados. Conhecedor da causa e já envolvido com ela à frente do Gecoc doutor Alfredo deve saber muito bem onde começar a meter a colher e colocar com mais urgência a massa (cimento, vigas etc), afinal de contas a realidade exigirá que seja ele um grande mestre de obras com a incumbência de reerguer algo quase totalmente implodido. E isso não se faz do dia para a noite. Nem o Batman, tampouco o homem biônico - que eu saiba - compõem sua equipe.
O momento é de acreditar que dará certo. Pelo menos vontade de fazer já percebemos em seus discursos. As primeiras ações já foram definidas e serão colocadas em prática a partir de terça-feira. Uma visita surpresa, após a meia-noite da sexta-feira passada, à Central de Flagrantes do bairro do Farol, hoje um campo minado pela falta de condições de trabalho e riscos corridos com a superlotação, ele já fez e viu de perto a situação.
Doutor Gaspar é bem enfático quando afirma “não queremos transportar responsabilidades”, isso quer dizer que não interessa quem deixou de fazer, mas o que deixou de ser feito e o que pode ser implantado para revolucionar a área da segurança pública e garantir o direito de o cidadão alagoano viver sem medo e repassarmos o troféu de campeões em violência a quem couber.Também não precisa responsabilizar ninguém, os números acima são claros. Tenho convicção que ele não aceitou ser o seds por status, pegar o estado num processo desse requer é coragem.
“Governador, a segurança pública está preparada “ eu ouvi. Vamos apostar.
Foto: Gazetaweb.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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