Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sexta-feira, 26 de outubro de 2012


(Operação conjunta das polícias Civil e Militar de Alagoas)

Não sou advogada, tampouco promotora ou juíza. Mas, não dá para ficar sem se manifestar ao ouvir pessoas de fora praticamente implodindo as nossas polícias, mostrando números apáticos como se sucesso tivessem feito. Na minha concepção e me ajudem os senhores, falar que em 77 mil abordagens, durante 120 dias, apreenderam 38 armas e 40 kg de drogas e fizeram 74 prisões é assinar o atestado do “não produzimos nada”.

E explico. Somente a Radiopatrulha da nossa Polícia Militar, com seus integrantes que não ganham diária gorda e arriscam suas vidas sem portar fuzis e andar em viaturas sofisticadas, apreenderam em agosto 32 armas, contra duas ou três da Força Nacional. A Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (DRN) com aquela estrutura de armazém de interior, sombria, apertada, quase com policiais espremidos, apreendeu em três meses mais de 30 kg. O Gecoc, com as nossas polícias, aprendeu de uma só vez, numa só operação 124kg. Vem cá, o povo de fora entende de número?

(Polícia Civil)


Doeu-me ouvir tanta disparidade. Falar que aqui ninguém sabia sequer fazer um banco de dados, que agora, depois da FN é que Alagoas começou a ver o que é perícia. Pelo amor de Deus, vamos com calma, o solo é alagoano e vocês são visitantes. A realidade requer muitas mudanças, é claro, mas o povo daqui não é burro. Temos policiais civis e militares, delegados e peritos inteligentíssimos. Defendo e defendo mesmo. Temos de cobrar e pressionar quando estão errados, quando encontramos um joio no trigo, mas, chegar em nossa casa desmerecendo em 100% todo mundo e dizendo que estão ensinando de A a Z, por favor, não aceitemos.

A Polícia Civil não sabia fazer inquérito, foi a Força Nacional quem ensinou; as nossas polícias não tinham nem noção do que era um banco de dados, foi a Força quem apresentou, implantou e ensinou; os policiais da Força trabalham 12 por 12 e os daqui não querem nada com a vida ( é isso?); Não, não é bem por aí. Pelo menos tive acesso e tiro o chapéu para o banco de dados do Comando de Policiamento da Capital, criado pelo tenente Iraque, demos nome aos bois. Que eu saiba, também, a direção geral da Polícia Civil tem um setor somente de estatísticas. Agora, se os nossos números não batem com os enviados pelos policiais da Força Nacional à secretária (com índices sempre para menos) aí temos de ver quem está contando errado.

(Foto:RP e Bope na Favela do Jaraguá/Alagoas 24 Horas)

Não escrevo aqui por puxa-saquismo, é a verdade que tem de ser mostrada. Palmas, a Força Nacional veio para aqui e trouxe 88 pessoas. Nós mandamos 110 para a Força Nacional. Ninguém pode se iludir tanto ao ponto de achar que esse contingente vai salvar a pátria, que no caso agora é Alagoas.

A polícia daqui tem de respeitar sim a Força Nacional, senhora secretária, mas a Força Nacional tem também de respeitar os nossos policiais.

A priori, a assessora da secretária perguntou a um oficial na Assembleia como era o meu nome. Ele não quis dizer. Prazer, Dulce Melo.

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Blog da Dulce Melo

Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

3 opiniões:

  1. É bem verdade o que se coloca aqui a nobre jornalista.
    Alagoas não é terra de ninguém. Alagoas é um Estado promissor, de pessoas pacatas, guerreiras e inteligentes.
    O pesa em todo esse contexto, é que em parte algumas coisas servem e são usadas como moeda de troca. É como se estivéssemos jogando xadrez! 88 para cá e 110 para lá.
    Merecem nossos policiais um pouco de mudança? Claro que sim. Afinal, a ajuda de custo cedida pelo governo federal já quebra um grande galho a quem doa a vida em prol da segurança em nosso Estado.
    Convenhamos que alguns sequer pisaram numa Unidade Operacional. Vivem à sombra descansando no lodo criado pelo repouso dos mesmos, mas, saibam que em nossa TERRA ALAGOAS, os homens de bem que vestem a camisa nas polícias, são ainda HONESTOS e INTELIGENTES, faltam apenas investimentos adequados, coisa que vem sendo feito pela atual equipe na SDS com muito entusiamos e competência.
    Parabéns a vocês que chegam e parabéns aos que vão. São bem vindos, mas não pensem que em nossa terra repousa INCOMPETENTES!
    Parabéns a você cara Dulce pelas verdades. Alagoas precisas de uma pouco mais de transparência.

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  2. Menina, antes parabéns pelas verdades que não são novidades, pois a conheço e sei de sua competência destemida, mas será que aquela senhora ou senhorita, que se acha a própria cocada-preta, leu este teu texto?

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  3. Menina, antes parabéns pelas verdades que não são novidades, pois a conheço e sei de sua competência destemida, mas será que aquela senhora ou senhorita, que se acha a própria cocada-preta, leu este teu texto?
    Joilson Gouveia

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