Policiais do 6º BPM aquartelam.
Quando qualquer pessoa sabe oque quer não recua. Por maiores que sejam os regimes impostos e por mais que as regras punam, a Constituição Brasileira nos assegura direitos e estes devem ser respeitados. Fazer com que nos escutem não é crime. Gritar pelos nossos ideais mesmo que discrepemos das posturas dos ostentadores dos poderes, também não. Na Carta Magna somos identificados como CIDADÃOS, portanto exijamos o que nos pertence como tal.
Estamos em pleno século XXI e algumas atrocidades viciosas, estarrecem. Todavia, em Alagoas, pela primeira vez, percebo a cara enfadada do povo, sem exceção. Se fosse apenas o esgotamento físico talvez ainda apostássemos alto. Mas, a sociedade está totalmente depressiva e lhes falta psiquiatra suficiente. A cura não vem porque o Governo não percebeu o risco que corre com milhares de “loucos” juntos. O cansaço é consequência de tantas injustiças.
E...
Conforme Rui Barbosa “a injustiça, senhores, desanima o trabalho, a honestidade, o bem; cresta em flor os espíritos dos moços, semeia no coração das gerações que vêm nascendo a semente da podridão, habitua os homens a não acreditar senão na estrela, na fortuna, no acaso, na loteria da sorte, promove a desonestidade, promove a venalidade [...] promove a relaxação, insufla a cortesania, a baixeza, sob todas as suas formas".
O governador Teotonio Vilela Filho (PMDB) parece não ter lido e muito menos absorvido os discursos do Menestrel de Alagoas, o seu pai. Pensando Brasil, o então senador Teotonio Viela (pai de Téo), um dos que encabeçaram as ‘Diretas Já” fez grandes pronunciamentos. “ Sinto o Brasil num estado de calamidade, calamidade total, absoluta, todos os setores, e não temos uma outra saída se não uma representação política capaz de reorientar a vida deste país”. Se substituirmos Brasil por Alagoas na frase do pai de Téo Vilela, isso é o "paraíso das águas".
Os segmentos estão revoltados e têm feito manifestações constantes e incansáveis. Os servidores da Educação, os rodoviários, agentes penitenciários, da Saúde, entre outros não estão errados. E por que o policial não tem direito? Vamos raciocinar? Policial é gente, cidadão que deve ter espaço, também, para expressar o que o incomoda. Todos têm acompanhado a violência exorbitante por aqui e mediante tantas carências e sem o atendimento às suas reivindicações, os militares tomaram uma decisão corajosa: uniram-se. Agora o lema, segundo a categoria, é “um por todos e todos por um”. Para incrementar a luta os coronéis e demais oficiais não se esquivaram, não estão à parte. É UM GRUPÃO organizado em busca de suas conquistas, de VALORIZAÇÃO e RESPEITO.
Soube que o governador contratou uma empresa para instalar 32 câmeras no entorno do prédio onde mora, na Orla de Maceió, com o objetivo de identificar pessoas que participem de protestos e marchem naquela direção. Será? Se for verídica a informação devemos acatar que o governador Teotonio Vilela esqueceu que ao sair para a rua as pessoas vão determinadas e creio que isso não intimide. Pelo menos o s militares (bombeiros e policiais)não estão com receio de nada.
Em Maragogi, batalhão onde era lotado o soldado Ivaldo executado barbaramente, os guerreiros pararam. Como assim, os policiais não foram às ruas trabalhar? Não senhores. Impossível se estimular quando se lembra do companheiro morto, de outro baleado, de viatura crivada de balas por bandidos, de uma invasão à delegacia com resgate de presos.
E não é preciso falar mais nada quando nos deparamos com a imagem inserida nesse texto. Só um lembrete para as autoridades: A POLÍCIA ACORDOU E SEUS INTEGRANTES DERAM AS MÃOS.
Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO".
Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.









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