Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

domingo, 22 de dezembro de 2013

A situação das unidades militares pode fazer a sociedade entender melhor as manifestações








Talvez a sociedade comece a entender a postura adotada por policiais e bombeiros militares à medida em que imagens como as disponibilizadas forem divulgadas. A indignação chegou ao extremo e o governador tem de refletir seriamente sobre as respostas que dará na próxima quinta-feira (26) à tropa. O já visto prova que os militares não mais se intimidam e muito menos se preocupam com possíveis remanejamentos, as famosas “banguelas”. O lema é “um por todos e todos por um”.

Não sei quem teve acesso à reportagem da Gazeta de Alagoas, deste domingo, a respeito das condições estruturais do 1º Batalhão, creio que centenas de pessoas até pela grande circulação. Aquilo não é novidade, há muito tempo os policiais denunciam teto de telha Brasilit e um calor infernal, falta de banheiro para PFem (policial feminina), um rancho sem a menor condição de se fazer refeição e muito mais. Significa que o problema se arrasta e que não houve a menor intenção em resolvê-lo como se lá não fosse conduzido por seres humanos e sim por robôs.

Pois bem, viram as imagens do 1º Batalhão? Recebi muito mais do 9º Batalhão, com sede em Delmiro Gouveia. Um caso para se avaliar. Paredes com infiltração, mofo, gambiarras, banheiro nojento, armários sebosos, geladeira enferrujada, cozinha inadequada e, o pior, quase despejados. A proprietária do imóvel já pediu. Lá tem outra coisa grave também. Estão usando viaturas reaproveitadas de outros batalhões, a exemplo do BPE, que também está com um 'cemitério' de viaturas por lá. Quase todas quebradas, soube, apenas três em condições perfeitas de funcionamento.


No 9º Batalhão, pelo que foi denunciado, a situação é muito séria. Os policiais não têm água para beber, não têm papel para imprimir documentos, não existe banheiro e alojamento para policiais femininas etc. São situações similares em batalhões e Companhias militares, além de outras carências, que levaram os policiais e bombeiros às ruas e com uma listinha considerável de reivindicações. Os militares querem um espaço justo para trabalhar e querem, obviamente o reconhecimento, valorização. Toda categoria quer isso e eles não são diferentes.

Em matéria publicada no dia 22 de novembro de 2012, no portal Gazetaweb, o tenente-coronel Lucena expressou preocupação em relação aos espaços de trabalho. Aliás, a indignação dele quanto a isso é notória. Para o oficial “a coisa é muito mais complexa”. Na ocasião, ele disse o seguinte: “Queremos o aumento orçamentário dos recursos destinados ao custeio do Corpo de Bombeiros e da Polícia Militar congelados desde 2006. Os quartéis e nossos ambientes de trabalho estão deteriorados e as condições são precárias. Não é justo que continuemos dessa forma”, reforça o tenente-coronel Eduardo Lucena.

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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