Não podemos deixar de lamentar, registrar, é trágico e mais uma cena de violência. Mas, também não se pode individualizar e colocar como prioridade o caso do empresário Guilherme Brandão, dono do Maikai, assassinado na manhã desta quarta-feira. Na periferia, no interior, também são assassinadas pessoas pobres e que merecem tanta atenção quanto.
Espero que esse caso não ganhe a mesma proporção que o do médico morto no corredor Vera Arruda. Claro que foi um crime bárbaro, a vítima um idoso que passeava com todo seu direito em via pública e foi assassinado indignando a sociedade. Mas, a indignação tem que ser generalizada e as autoridades não podem dar preferências. As pessoas da área considerada nobre não são melhores do que João, ‘Ciço’, Manoel, Antônio, Josefa, Aparecida, Cintia também mortas no Village Campestre, na Mata do Rolo, no Dique Estrada, no Virgem dos Pobres I e no interior.
Lembro-me da repercussão do caso do Vera Arruda e as vezes em que a mídia,em massa, registrou passeatas, protestos. E me perguntei desde o primeiro momento: se Joaquim, que mora no Joaquim Leão, fosse assassinado por lá teria a mesma repercussão¿ A mobilização da cúpula da segurança, à época, foi excepcional. Os familiares foram recebidos por todas as autoridades possíveis para tratar do caso. Ressaltando que não sou contra, mas teria de ocorrer não por que era um médico e foi assassinado no Vera Arruda. Mas, porque era mais uma pessoa morta em via pública.
Da mesma forma que deve ser tratado o assassinato do empresário Guilherme Brandão.








Isso é a realidade né... só é ser humano quem tem dinheiro, cada um vale o que tem infelismente e assim. Meus pesames a familia de Guilherme
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