Bem pode o governador Teotonio Vilela se esquivar das suas responsabilidade e, indiretamente, jogar a sociedade contra os militares (bombeiros e policiais).A partir do momento que ele divulga: “recebi a visita do general do Exército e não deixarei a sociedade desamparada’ a conotação é a de que a violência é uma promoção do descaso dos agentes da Segurança Púbica quando o mentor é ele.
É o governador quem está preparando um CAMPO DE GUERRA porque não teve pulso suficiente para cobrar dos seus assessores, tampouco criou políticas públicas que colocassem rédeas na violência que desembestou. Desde sempre aprendemos que promessas são dívidas e há sete anos que os policiais e bombeiros militares tentam sensibilizá-lo. A categoria tem procurado de todas as formas - falo porque fiz assessoria do Movimento Unificado no ano passado, há cerca de um ano e oito meses – um diálogo saudável com o chefe do Executivo, em vão.
A Segesp para onde sempre eram mandados se tornou um imenso panelão e lá foram ‘cozinhados’ até agora. A temperatura subiu demais e os militares, então, decidiram sair antes de uma consequência mais grave. Um policial, em discurso, na última mobilização à frente do Palácio República dos Palmares, ficou indignado porque um colega em desabafo afirmou que mendigam há sete anos na porta do governador. Não, não tem porque ficar furioso com o termo. Mendigam sim, andam de porta em porta mostrando planilhas, cálculos, pedindo que olhem pra vocês. E isso não seria necessário se o governador entendesse que qualquer servidor público deve ter tratamento digno para que este seja transferido à sociedade. Assim ocorre com a Educação, Assistência Social e a Saúde também.
O que não pode é se comer lavagem e fingir que se alimentou de caviar. E é por aí. Nós, sociedade estamos desprovidas de segurança porque os policiais estão na operação padrão¿ CLARO QUE NÃO. Ela ocorria antes, mesmo sem ter sido oficializada e sem a iniciativa ser da tropa. Há batalhões com apenas três viaturas circulando e as pessoas não sabem por que falta policiamento na sua rua. Os policiais que são vistos nas portas das pizzarias ou recebendo algum sanduíche sempre foram taxados de “furões”, mas a sociedade nunca soube que eles não recebiam sequer um lanche para trabalhar das 19h ate às sete da manhã. Os policiais locais vão pra zonas de risco e enfrentam bandidos e aguardam, exclusivamente, seus salários defasados no final dom mês, enquanto os da Força Nacional recebem R$ 250 de diária fora o salário do seu estado. OS daqui nem água mineral para amenizar o calor durante as operações. E os bombeiros¿ Também com carros sucateados, sem motoristas e pouco efetivo tentando fazer milagres. Eles que deveriam socorrer, pedem socorro. Tudo pelo avesso em Alagoas.
Dá para cuidar da sociedade assim¿ Só se os bombeiros e policiais substituírem as armas por varinhas de condão. Hoje em frente ao Palácio de “Vidro”, como chamam o do governador, estará uma tropa indignada, mas pacifica, aguardando a mensagem que a comissão que se reúne com Téo Vilela irá apresentar. Os militares não estão muito convencidos de que o governador vai ser cordial e atender às reivindicações, ao menos na totalidade. Senão, para que ir a busca do Exército? Isso pode significar que ele já esteja prevendo uma reação desagradável. E por que ela viria?
Com a batata assando, Téo Vilela.








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