Blog da Dulce Melo

Este é um espaço onde Dulce Melo aborda todas as suas críticas ao que enxerga de errado no sistema.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Os militares deram seu recado ao governador, sim!

Muitas celeumas existiram em torno dos militares alagoanos mediante a mobilização da categoria. O bom é que, pela primeira vez, a sociedade entendeu que os homens e mulheres que marcharam pelas ruas e se concentraram em frente ao Palácio República dos Palmares cobrando respeito do governador Teotonio Vilela Filho, estavam certos. E viva a sociedade que entendeu a necessidade dos seus desabafos com os gritos de guerra.
“Se o governo não mudar, a polícia vai parar” parece que penetrou direitinho na mente do governador que ainda tentou de todas as maneiras resistir. Mas, nas ruas estavam pessoas esclarecidas e determinadas a não recuar por entender que já haviam esperado demais. E lá com sua equipe, levando os famosos chás de cadeira, além das reuniões desmarcadas de última hora, os representantes das categorias (e não adianta atirar pedras porque de uma forma ou de outra buscaram e iniciaram todo processo, deram a cara a tapa) que peitaram o secretário Alexandre Lages, acostumado a ludibriar a tropa, juntamente com o secretário da Fazenda, com seus cálculos mirabolantes e distorcidos segundo as contradições apresentadas pelas tabelas dos militares.
Não se pode incriminar ninguém. A sociedade pode ter ficado mais em polvorosa com a informação de que não havia polícia na rua, mas não sabia ela que mesmo com as viaturas passando em suas portas não havia a menor segurança. Não tinha dentro dela efetivo suficiente tampouco os veículos estavam em condições de circular. A força da tropa foi tão grande que esmagou a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), apareceram logo dois milhões que o governo nunca tinha e outras coisas mais. Lógico que o pessoal queria mais. O governo está em débito há sete anos e com todas as categorias. Porém não se espera nunca ganhar uma guerra em cem por cento. Não quero condenar quem discorda do resultado, mas também não se pode promover discórdia e deixar de enxergar o processo como um todo. A luta foi árdua e agora, mais do que nunca, os militares (policiais e bombeiros) deram o seu recado bem dado.

Eles conquistaram o respeito da sociedade e exigiram o do governador. Houve parcelamento, alguns discordaram, mas isso havia sido discutido em assembleia. Se não foi cem por cento do esperado, mas a tropa tirou noites de sono de Teotonio Vilela e incomodou o secretariado, mobilizou desembargadores que se reuniram com ele, recebeu apoio da Ordem dos Advogados do Brasil, em nota oficial, provocou a Assembleia Legislativa e foi notada.

Todos estão de parabéns. Movimento sem vandalismo, mas, cheio de determinações. Qualquer governador, a partir de agora vai ficar com receio de ver estes homens e mulheres novamente nas ruas porque eles se revelaram mais do que fortes. De coronéis a soldados, fardados, agora sim caracterizados de verdadeiros militares. Deixaram as camisas de times em casa e disseram: estamos aqui.

E fale quem quiser, sou jornalista e defendo a tropa . E transfiro para cá o título do texto da nobre e grande jornalista Bleine Oliveira, em seu blog no portal Gazetaweb: “Respeite a polícia, rapaz!” acrescentando os colegas bombeiros.



É por aí...

Fotos dos arquivos da amiga tenente Kelma Moreira.

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Dulce Melo é Pernambucana, de Garanhuns. Atua como jornalista há 11 anos e é fascinada por leitura, assim como pela arte de escrever. Ama desenvolver não somente textos jornalísticos, mas artigos, poemas. É autora do livro: ‘“Clécio, o Halley” em homenagem ao ex-jogador de futebol Clécio Henrique encontrado morto num hotel em Arapiraca. Além disso, é autora do livro de poemas "RAZÃO". Possui dois livros sendo terminados: ‘Mulheres: podemos tudo após os 40’ e ‘Entre sirenes e rabecões’.

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